Construção Civil impulsiona alta de emprego em Lençóis em janeiro
Cidade fechou primeiro mês do ano com saldo positivo de 396 vagas
Construção Civil impulsiona alta de emprego em Lençóis em janeiro
EM ALTA - Construção civil volta a contratar mais e impulsiona desempenho do Caged (Foto: Arquivo/O ECO)
Após interromper um ciclo de crescimento de dois meses consecutivos e registrar queda no nível de emprego em dezembro de 2017, Lençóis Paulista iniciou 2018 contratando mais do que demitindo no mercado formal. De acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados na última sexta-feira (2), a cidade fechou o mês de janeiro com saldo positivo de 396 vagas, com 979 contratações e 583 demissões.
Em dezembro, a economia local havia perdido 136 postos de trabalho (601 contratações e 737 demissões), depois de altas em novembro (193) e outubro (90). A freada no crescimento, no entanto, não prejudicou o desempenho de 2017, que terminou com saldo positivo de 504 empregos (7.673 contratações e 7.169 demissões), o que não ocorria desde 2013, quando o número de pessoas que tiveram a Carteira de Trabalho assinada havia superado o de desligamentos em 388 vagas (11.162 contratações e 10.774 demissões).
EM ALTA
O destaque deste início de ano foi a construção civil, que depois de enfrentar vários meses de estagnação em 2017, manteve o ritmo de recuperação registrado em dezembro, quando registrou saldo positivo de 97 vagas (170 contratações e 73 demissões). Demonstrando um aparente reaquecimento econômico, as empresas do ramo fecharam janeiro abrindo 255 novos postos de trabalho (354 contratações e 99 demissões).
O setor de serviços, que vinha de saldo negativo em dezembro (-24 vagas), iniciou 2018 criando 94 novos empregos (238 contratações e 144 demissões). Bom desempenho também teve a indústria de transformação, que ficou com saldo positivo de 65 vagas (166 contratações e 101 demissões), exatamente o mesmo saldo de dezembro. Já a agropecuária, que havia perdido 155 postos de trabalho em dezembro, voltou a contratar mais, terminando janeiro com 40 vagas abertas (90 contratações e 50 demissões).
EM BAIXA
Protagonista de boa parte dos últimos meses de 2017, o comércio novamente fechou no vermelho, muito provavelmente em decorrência do encerramento dos contratos temporários de trabalho feitos paras as vendas de final do ano. O setor, aliás, foi o único que fechou o mês com salto negativo, perdendo 58 vagas de emprego formal (129 contratações e 187 demissões). Em dezembro haviam sido reduzidos 47 empregos (92 contratações 139 demissões).
Cagarete mantém otimismo para 2018
Na comparação com janeiro de 2017, quando o saldo positivo havia sido de 433 vagas (951 contratações e 518 demissões), 2018 começou em ritmo mais lento de contratações, entretanto, quando considerados os dados referentes aos últimos 12 meses em ambos os períodos, o desempenho acumulado é melhor neste ano, passando de um saldo negativo de  497 vagas (8.047 contratações e 8.544 demissões) entre fevereiro de 2016 e janeiro de 2017, para um saldo positivo de 466 vagas (7.711 contratações e 7.245 demissões) entre fevereiro de 2017 e janeiro de 2018.
O diretor de Desenvolvimento, Geração de Emprego e Renda, André Paccola Sasso, o Cagarete, mantém a linha otimista para 2018 e espera melhores resultados nos próximos meses, acreditando no reaquecimento da economia em diversos setores que tiveram bastante variação no ano passado, como a própria construção civil e a indústria de transformação.
“Sabemos que o início de ano normalmente é marcado por um grande número de demissões, em razão das contratações temporárias do comércio e outros setores que fazem o desligamento de funcionários com contrato de trabalho por tempo determinado, mas ficamos felizes pelo número de vagas criadas em janeiro, principalmente depois de termos fechado 2017 com saldo positivo, o que não ocorria há algum tempo. Isso demonstra que nossa economia está caminhando. Não tenho dúvidas que 2018 será um bom ano”, avalia.
Cidade de Macatuba fecha terceiro mês seguido no vermelho
Entre as cidades da região de circulação do Jornal O ECO, Macatuba segue registrando os piores resultados no nível de emprego. Com os dados de janeiro, a cidade vizinha chega ao terceiro mês consecutivo no vermelho - dezembro (-10) e novembro (-20), demitindo mais do que contratando.
No primeiro mês do ano, o saldo fechou negativo em 24 vagas, com (83 contratações e 107 demissões). A nova baixa foi impulsionada, principalmente, pela indústria de transformação, que fechou 30 postos de trabalho (27 contratações 57 demissões). No acumulado dos últimos 12 meses, de fevereiro de 2017 a janeiro de 2018, a cidade também mantém saldo negativo de 187 vagas (1.184 contratações e 1.371 demissões).
Areiópolis também iniciou o ano ruim, perdendo 16 postos de trabalho (20 contratações e 36 demissões), principalmente por conta do mal desempenho da agropecuária, que terminou com saldo negativo de nove vagas (uma contratação e 10 demissões). No acumulado dos últimos 12 meses, a cidade perdeu 66 vagas (398 contratações e 464 demissões).
RECUPERAÇÃO
Pederneiras e Agudos também demonstraram uma tímida, mais visível recuperação em janeiro, graças ao desempenho de alguns setores que se destacaram. Em Pederneiras foram criadas 13 novas vagas de emprego formal (392 contratações e 379 demissões), com destaque para a indústria de transformação, que fechou com saldo positivo de 84 vagas (193 contratações e 109 demissões).
O desempenho só não foi melhor em decorrência de baixas nos setores de serviços (-38), comércio (-26) e agropecuária (-16). No acumulado dos últimos 12 meses, a cidade tem saldo positivo de 194 vagas (3.830 contratações e 3.636 demissões).
Já Agudos fechou o mês com 20 novos empregos criados (291 contratações e 271 demissões), a maioria relacionado à construção civil que terminou com saldo positivo de 27 vagas (101 contratações e 74 demissões). No acumulado dos últimos 12 meses, a cidade também tem um bom desempenho, com saldo positivo de 279 vagas (3.019 contratações e 2.740 demissões).
 
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