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Yoga: uma relação de amor e respeito
Estela Martins de Azevedo conta como a prática mudou sua vida
Yoga: uma relação de amor e respeito
HARMONIA COM O UNIVERSO - Estela pratica yoga desde seus 29 anos e é instrutora há seis (Foto: Divulgação)
Para muita gente, atuar na área em que se escolheu seguir é sinal de realização máxima, profissionalmente e pessoalmente, mas não foi assim com Estela Martins de Azevedo. Em 2008, após receber uma proposta de trabalho irrecusável na área de Recursos Humanos, ela se mudou para Lençóis Paulista, mas, ao invés da realização veio a infelicidade e o sentimento de não estar fazendo o que realmente amava. Em meio a isso, o yoga se mostrou como um caminho ideal.
Estela conta que começou a praticar a atividade em 2003, em Marília, cidade onde morou até seus 34 anos, mas que foi em Lençóis que a prática se tornou algo cotidiano. Enfrentando um momento difícil e cheio de transformações, com filho pequeno, trabalho estressante, faculdade e relação conjugal, ela lembra que foi aconselhada por uma psicóloga a praticar o yoga.
“Ela (a psicóloga) foi até a empresa em que eu trabalhava para falar sobre depressão e tristeza. Ela tinha tanta energia e demostrava tanta alegria e satisfação pela vida que isso me tocou. Disse a ela que estava passando por várias coisas e que queria fazer terapia. Ela me perguntou se eu conhecia o yoga e disse para eu fazer uma aula e que, caso eu ainda sentisse que precisava de terapia após isso, que a procurasse. Não me esqueço de suas palavras, ela foi um anjo, assim como muitos que encontramos ao longo da vida”, relata.
Na primeira aula, ela conta que já sentiu algo de diferente, como se alguém estivesse a abraçando e confortando. “Me senti totalmente acolhida, amada, segura. O yoga me encontrou. Que privilégio”, ressalta Estela, que explica que a partir disso pequenas transformações foram acontecendo em sua vida, como seu estado de humor e a sua relação consigo e com as pessoas ao seu redor. Gradativamente tudo que a estressava foi mostrando outra face e uma mudança atrás da outra foi ocorrendo.
A prática foi tão importante em sua vida que ela própria se define como a Estela antes e depois do yoga. “Passava meus finais de semana tomando bebidas alcoólicas e dormindo, até que o corpo começou a gritar, dando sinais de que não estava cuidando bem dele. Comecei a apresentar quadro de pressão alta e acordei quando o médico disse que eu ia ter que tomar remédio a vida toda. Decidi parar de beber e mudar meus hábitos, principalmente o alimentar. E mais uma vez o yoga me encontrou. Caminhando pela biblioteca da cidade, estava de cócoras olhando uma fileira de livros, quando um livro caiu no meu colo, que se chamava “Auto perfeição com Hatha yoga”, levei-o para a casa e comecei a devorar o livro”, comenta.
A empolgação foi tanta que ela preparou um cantinho para praticar yoga todo final de semana com o esposo. A satisfação e a sensação de paz começaram a ‘dar as caras’ outra vez, até que em 2011, com o objetivo de aprimorar a prática, ela foi buscar formação. Quando voltou do curso, foi convidada para dar aula para uma amiga e, mesmo criando uma série de desculpas, acabou convencida. Depois de um ano, propôs dar aulas no clube da empresa em que trabalhava e teve o projeto aceito.
Atualmente, é instrutora de yoga em seu espaço “Viver - Espaço Ser” e também atua em projetos sociais, dando aulas grátis aos domingos, no Parque do Paradão e no Parque do Povo. Paralelamente, também organiza palestra sobre a cultura indiana em espaços culturais da cidade.
 “O yoga tem mudado a minha vida dia após dia. Me sinto feliz e realizada, percebo quantas graças, quantos presentes tenho recebido do universo nessa existência. E acredito também que tenho recebido esses presentes desde que nasci, mas minha mente esteve tão distraída por um tempo que não percebi. Hoje eu sei que não tenho controle de nada, mas sei que cada evento me trouxe para esse momento de minha vida e que não troco por nada. Eu escolhi o yoga e ele me escolheu. Esse foi o caminho que escolhi viver. Escolha o seu e vai perceber que quando nos abrimos para o caminho, o caminho se abre para nós”, finaliza.
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