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Emprego em Lençóis fecha 2017 em alta após três anos de queda
Segundo Caged, cidade criou 504 postos de trabalho no ano passado, o melhor resultado dos últimos cinco anos
Emprego em Lençóis fecha 2017 em alta após três anos de queda
AQUECIDO - Comércio foi o destaque de 2017 na geração e emprego (Foto: Gabriel Cochi/O ECO)
Depois de registrar alta no nível de emprego formal por dois meses consecutivos, Lençóis Paulista voltou a demitir mais do que contratar em dezembro, mas, apesar do desempenho ruim, o ano terminou com saldo positivo. De acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados no dia 26 de janeiro, a cidade fechou 136 postos de trabalho no último mês de 2017 (601 contratações e 737 demissões), porém, no acumulado do ano, a alta foi de 504 empregos (7.673 contratações e 7.169 demissões).
2017 foi o primeiro ano com saldo positivo, depois de três anos péssimos na geração de emprego. A comparação com 2014, 2015 e 2016, que tiveram baixa de 326 (10.260 contratações e 10.586 demissões), 801 (8.356 contratações e 9.157 demissões) e 970 (7.678 contratações e 8.648 demissões) vagas no mercado formal, respectivamente, sugere o reaquecimento da economia local.
Para o diretor de Desenvolvimento, Geração de Emprego e Renda, André Paccola Sasso, o Cagarete, os números refletem o aumento da confiança dos empresários e o empenho em melhorar as condições de empregabilidade. “Aqui no nosso município tivemos avanço com atitudes que entendemos que aproximaram empresas novas, que passaram a contratar através do PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador). Fizemos muito trabalho junto às empresas para que elas passassem a captar vagas pelo nosso serviço e a grande maioria atendeu essa necessidade de estreitar o relacionamento entre quem busca uma colocação no mercado de trabalho e quem oferece essas vagas. Acho que fizemos um trabalho bacana, inclusive oferecendo treinamento para as pessoas que buscam emprego, que também é uma forma de contribuir”, pontua o diretor.
MELHOR ÍNDICE EM CINCO ANOS
O desempenho do ano passado também foi o melhor dos últimos cinco anos, acima do índice de 2013, quando o número de pessoas que tiveram a Carteira de Trabalho assinada havia superado o de desligamentos em 388 vagas (11.162 contratações e 10.774 demissões).
Com exceção da extração mineral, que fechou com saldo zero (oito contratações e oito demissões), todos os setores registraram alta no nível de emprego. O destaque foi o comércio, com saldo positivo de 187 vagas (1.552 contratações e 1.365 demissões), seguido pela agropecuária, com 120 vagas (1.043 contratações e 923 demissões), e pelo setor de serviços, com 96 vagas (1.680 contratações e 1584 demissões).
Clima é de otimismo para 2018, diz Cagarete
Na avaliação de Cagarete, 2018 deve ser um ano de melhores resultados, considerando as boas perspectivas para a economia local, que deve ganhar novas empresas como a Sepac e a Pool Piscinas, além de novas linhas de produção de fábricas já existentes, como a Thomriss.
“Temos uma expectativa muito boa para 2018, em decorrência da chagada dessas empresas já anunciadas e também de uma movimentação muito boa do comércio que estamos observando neste início de ano. Diferentemente do que vimos no ano passado, percebemos uma grande evolução nesse sentido. Estamos trabalhando bastante para melhorar as condições de empregabilidade e temos certeza que este ano será muito promissor”, destaca.
O grupo paranaense Sepac, que fabrica papel higiênico e toalhas de papel anunciou a vinda para a cidade no ano passado e pretende colocar em operação no segundo semestre sua primeira linha de produção de fraldas, que vai gerar cerca de 50 empregos inicialmente. A Pool Piscinas, que acertou há alguns dias a implantação de uma unidade em Lençóis, pode iniciar a produção já nos próximos meses, gerando mais 50 empregos. Já a Thomriss, que anunciou uma ampliação no ano passado, está em fase de implantação de uma linha de produção de embalagens cosméticas com acabamento especial, que deve resultar na contratação de cerca de 60 pessoas.
Construção civil e indústria de transformação foram exceção em dezembro
O desempenho negativo registrado em dezembro interrompeu uma alta de dois meses na geração de empregos. Enquanto que o último mês de 2017 terminou com saldo negativo de 136 vagas (601 contratações e 737 demissões), em novembro, o número de pessoas que tiveram a Carteira de Trabalho assinada havia superado consideravelmente o de demitidas, deixando o saldo positivo em 193 postos de trabalho (737 contratações e 544 demissões); já em outubro, a alta havia sido de 90 vagas (616 contratações e 526 demissões).
Ao contrário dos últimos meses, que tiveram bons índices em quase todos os setores da economia, dezembro fechou no vermelho na maior parte das áreas. O pior saldo foi da agropecuária, que terminou o mês com menos 155 trabalhadores com Carteira de Trabalho assinada (16 contratações e 171 demissões). Até o comércio, que vinha de excelentes resultados em outubro (139) e novembro (171), fechou com saldo negativo de 47 vagas (92 contratações e 139 demissões).
As duas exceções do mês foram a construção civil e a indústria de transformação, curiosamente dois setores que tiveram desempenho ruim em quase todos os meses de 2017. A construção civil teve saldo positivo de 97 vagas (170 contratações e 73 demissões). Já a indústria de transformação criou 65 novos postos de trabalho (212 contratações e 147 demissões).
Com pior desempenho da região, Macatuba fechou 144 postos de trabalho em 2017
Macatuba foi a pior da região no quesito geração de emprego. Com saldo negativo de 10 vagas em dezembro (104 contratações e 114 demissões), a cidade vizinha piorou ainda mais seu índice e terminou 2017 com 144 postos de trabalho fechados (1.189 contratações e 1.333 demissões).
Com exceção do setor de serviços, que fechou o ano com saldo positivo de 61 vagas (448 contratações e 387 demissões), todas as áreas demitiram mais do que contrataram, com destaque para a indústria de transformação, que perdeu 115 empregos (405 contratações e 520 demissões).
Pederneiras e Agudos também foram mal em dezembro, mas encerraram o ano em alta. Pederneiras fechou o mês com a perda de 250 empregos (221 contratações e 471 demissões), terminando 2017 com saldo positivo de 135 vagas (3.736 contratações e 3.601 demissões), com destaque para a agropecuária, que criou 105 novos postos de trabalho (1.003 contratações e 898 demissões).
Já Agudos, com saldo negativo de 17 vagas em dezembro (231 contratações e 248 demissões), fechou o ano com a criação de 310 empregos (2.978 contratações e 2.668 demissões), a maior parte no setor de serviços, que teve saldo positivo de 245 vagas (1.016 contratações e 771 demissões).
Areiópolis acompanhou Macatuba e, com o desempenho ruim de dezembro, que registrou saldo negativo de 172 vagas (oito contratações e 180 demissões), terminou 2017 com menos 67 postos de trabalho (414 contratações e 481 demissões), tendo como principal vilã a agropecuária, que desligou 45 pessoas a mais do que admitiu (104 contratações e 149 demissões).
Saldos nacional e estadual terminam no vermelho
Enquanto que Lençóis Paulista e algumas cidades da região terminaram 2017 com bom desempenho na geração de emprego, o resultado foi ruim no estado de São Paulo e no Brasil, que vinham com saldo positivo até novembro.
Somadas, as cidades paulistas fecharam 116.391 vagas de emprego em dezembro (275.505 contratações e 391.896 demissões) e encerraram o ano com saldo negativo de 6.651 vagas (4.395.685 contratações e 4.402.336 demissões).
No país, com 328.539 desempregados a mais em dezembro (910.586 contratações e 1.239.125 demissões), o ano terminou com baixa de 20.832 postos de trabalho (14.635.899 contratações e 14.656.731 demissões), segundo o Caged.
 
 
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