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OMS inclui todo território de São Paulo em risco de febre amarela
Estado confirmou 21 mortes pela doença nos últimos 12 meses, pelo menos oito deles no início deste ano
OMS inclui todo território de São Paulo em risco de febre amarela
PREVENÇÃO - Vacina contra a febre amarela passa a ser recomendada em todo o estado de São Paulo (Foto: Divulgação)
Devido ao aumento da atividade do vírus da febre amarela no estado de São Paulo, ontem (16), a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um comunicado alertando que todo o estado passou a ser considerado área de risco de infecção. Segundo a entidade, com a mudança, todas as pessoas que residam ou que forem viajar para qualquer região paulista devem ser vacinadas. Até então, a recomendação da vacina não incluía a capital e boa parte do interior e litoral.
A entidade também aconselha quem vai viajar para o estado a adotar medidas para evitar picadas de mosquitos, como o uso de repelentes, e alerta que é preciso ficar atento aos sintomas da doença (febre, dores musculares em todo o corpo, principalmente nas costas, dor de cabeça, perda de apetite, náuseas e vômito, olhos, face ou língua avermelhada, fotofobia, fadiga e fraqueza) e procurar atendimento médico em caso de suspeita de infecção.
CASOS E MORTES
Segundo a Secretaria da Saúde de São Paulo, o número de casos autóctones de febre amarela (infecções contraídas dentro do estado) soma 40 desde janeiro de 2017. Até o momento foram registradas 21 mortes, pelo menos oito confirmadas no início deste ano. Os óbitos foram registrados nas cidades de Américo Brasiliense, Amparo, Atibaia, Batatais, Itatiba, Jarinu, Mairiporã, Monte Alegre do Sul, Nazaré Paulista, Santa Lucia e São João da Boa Vista.
Na região central do estado, até o momento, não houve a confirmação de nenhum caso, porém, nos últimos dias, as cidades de Pederneiras e Marília ficaram em alerta após a localização de macacos mortos com a suspeita de infecção pelo vírus da febre amarela. Os animais foram submetidos a exames, mas os resultados ainda não foram divulgados.
VACINA
Até ontem (16), a recomendação do governo do estado era que somente as pessoas residentes nas áreas de risco em que foram encontrados macacos mortos com o vírus da febre amarela, tomassem a vacinação convencional. A partir do dia 29 deste mês será realizada em 54 municípios uma campanha de vacinação fracionada, que tem como objetivo imunizar mais de 6,5 milhões de pessoas e impedir a circulação do vírus em regiões que tiveram casos registrados.
Na região de Lençóis Paulista, com exceção de Pederneiras, onde está havendo uma campanha devido à localização de macacos mortos com a suspeita de infecção pelo vírus, não está havendo nenhuma campanha, mas as pessoas que não são imunizadas podem comparecer às unidades de saúde para tomar a dose única da vacina, que vale para a vida toda.
DOSE FRACIONADA
Com as mortes de macacos em São Paulo no final de 2017 e início de 2018, a Secretaria de Saúde do Estado decidiu adotar a versão fracionada da vacina contra febre amarela, que, basicamente, consiste em uma dose menor de medicação contra o vírus.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a vacina com dose completa dura a vida toda, enquanto a fracionada vale por cerca de oito anos. A medida já utilizada em países como a Angola e pode evitar uma epidemia possibilitando um número maior de imunizações.
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