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Volato recebe visita de comitiva da Rússia
Empresa pode firmar parceria com universidade de Moscou para desenvolvimento de aeronaves com foco no mercado chinês
Volato recebe visita de comitiva da Rússia
IN LOCO - Vereadores lençoenses acompanharam visita de comitiva russa à Volato (Foto: Elton Laud/O ECO)
Lençóis Paulista recebeu nesta semana a visita de uma comitiva russa interessada no desenvolvimento de projetos compartilhados na área da aviação. Na última quarta-feira (20), representantes do Instituto de Aviação de Moscou (Moscow Aviation Institute - MAI) estiveram na Volato para conhecer o processo de produção de materiais compostos (fibra de carbono e similares) utilizados na fabricação de aeronaves de pequeno porte.
A reportagem do Jornal O ECO acompanhou a visita, que também contou com a presença do presidente da Câmara Municipal, Manoel dos Santos Silva, o Manezinho (PSDB), e dos vereadores Luiz Gonzaga da Silva, o Luizinho do Açougue (PR), e Irani Gorgonio (PSDB).
Um dos objetivos do encontro foi estreitar laços institucionais para que futuramente a empresa lençoense e a universidade russa possam iniciar um trabalho conjunto visando o aperfeiçoamento da tecnologia e a fabricação conjunta de aeronaves.
Fernanda Ribeiro Silva, engenheira aeronáutica e gerente de projetos do MAI, que é brasileira e reside na Rússia há cinco anos, explica que o interesse do centro de pesquisas pela Volato foi motivado pela tecnologia desenvolvida pela empresa. Segundo ela, que estava acompanhada da russa Daria Vorobyeva, assessora da reitoria da universidade para o desenvolvimento empresarial, a expectativa é que, em breve, um trabalho conjunto possa ser desenvolvido.
“Conhecemos a Volato pela internet e ficamos bastante impressionados com o trabalho desenvolvido aqui. Aproveitamos uma viagem que tínhamos ao Brasil para a formalização de um convênio com a USP (Universidade de São Paulo) para conhecer de perto o processo pelo qual eles estão desenvolvendo materiais compostos”, relata a engenheira, que vê com bons olhos uma parceria futura.
“A Volato está no mesmo caminho que a Rússia nessa área (de produção de materiais compostos). O processo que vimos aqui é muito interessante. Acreditamos que eles estão em uma direção muito boa e que poderemos não apenas trocar experiências, mas também desenvolver projetos em parceria, talvez até como apoio do Governo da Rússia”, completa.
Possível parceria anima empresários
Como a comercialização de aeronaves experimentais como as produzidas pela Volato está restrita desde 2014 no Brasil, em decorrência de uma normatização da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) - a agência determinou o bloqueio de montagem de aeronaves não certificadas em linhas de produção, permitindo apenas a venda de kits para montagem pelos próprios compradores, desde que a finalidade das aeronaves não seja comercial - os engenheiros Zizo Sola e Marcos Vilela, diretores da Volato, avaliam que uma possível parceria será uma grande oportunidade para a empresa iniciar a exploração do mercado internacional.
“Focamos todos nossos esforços em um produto que não pode mais ser comercializado. Essa possibilidade (da parceria) nos abre novos caminhos. Desenvolvemos uma tecnologia que não está perdida e poderemos focar no mercado internacional, como o da China, que teve uma grande abertura para este tipo de aeronave”, ressalta Vilela, que explica que ideia é unir forças para desenvolver um produto russo-brasileiro.
“Temos um grande mercado consumidor em um país com mais de 1 bilhão de habitantes com uma economia em expansão. Os russos não vieram atrás da Volato porque não têm capacidade de desenvolver essa tecnologia, mas porque isso demanda tempo e o mercado chinês não vai esperar. Eles querem aproveitar nosso conhecimento para ganhar tempo”, relata.
“Estamos otimistas, porque, mesmo diante de um cenário econômico terrível, mesmo sem o apoio do Governo e com toda a burocracia, a tecnologia desenvolvida por nós pode abrir uma grande porta. Isso é muito importante, até para manter a empresa sempre pronta para uma nova abertura no mercado interno”, completa Zizo Sola, que revela que a comitiva russa retorna em abril para uma nova visita, que pode formalizar uma parceria.
 
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