Pedras nos rins: como evitar?
Questões genéticas, dietas ricas em proteínas e sódio, obesidade estão entre os fatores de risco
Pedras nos rins: como evitar?
CÁLCULO RENAL - Pedra no rim é uma calcificação anormal que se forma no interior das vias urinárias (Foto: Divulgação)
Cálculo renal, popularmente conhecido como pedra no rim, é uma calcificação anormal que se forma no interior das vias urinárias, em consequência de uma combinação de aspectos hereditários e do metabolismo, como a alimentação inadequada e algumas atividades ocupacionais. Essa irregularidade ocorre no momento em que a urina passa a concentrar mais substâncias como cálcio, oxalato e ácido úrico, podendo se aglutinar e originar os cálculos. Os fatores de risco abrangem questões genéticas, dietas ricas em proteínas e sódio, pessoas obesas e homens com mais de 40 anos.
Tem gente capaz de jurar que a dor provocada por pedras nos rins é pior do que as contrações do parto. Seja como for, trata-se de uma situação difícil de enfrentar e que é melhor prevenir. De acordo com o médico urologista Arnaldo Cividanes, o que causa uma dor de forte intensidade é justamente a passagem desses depósitos pelo ureter, canal que transporta a urina do rim à bexiga.
“Geralmente, esses cálculos se formam quando a urina está muito concentrada, promovendo a cristalização de minerais e sais. Em casos mais simples, prescrevemos medicamento para controle de dor e orientamos o paciente a beber bastante água até que possa expelir a pedra. Mas há casos em que o cálculo obstrui o canal urinário, podendo causar infecção e outras complicações. Quando isso acontece, o único tratamento é o cirúrgico”, esclarece.
O urologista recomenda buscar ajuda médica em caso de dor intensa nas costas ou na lateral do corpo; dor que irradia para o abdome inferior e virilha; dor que surge em ondas e varia de intensidade; dor ao urinar; urina de coloração rosa, avermelhada ou marrom; urina com cheiro forte e persistente; sensação de urgência para urinar; urinar com frequência mais alta do que o normal; urinar em pequenas quantidades. Ainda pode haver náuseas, vômitos, febre e calafrios juntamente com os sintomas citados.
“Antes de dar início ao tratamento, o especialista deverá requisitar exame de sangue, de urina, e, inclusive, exames de imagem (ultrassonografia e tomografia) para diagnosticar a presença de cálculo renal no trato urinário. Dados clínicos e resultados de exames indicarão a necessidade ou não de um tratamento cirúrgico. Vale ressaltar que é bastante comum encaminhar o cálculo expelido para análise”, destaca.
Cividanes diz que a formação de cálculos urinários se deve a múltiplos fatores: metabólicos, genético-familiares e ambientais, entre outros, sendo que nem sempre a investigação laboratorial existente obtém sucesso na prevenção ou diminuição do aparecimento de novos cálculos.
Cividanes diz que a prevenção de pedra nos rins passa por uma mudança no estilo de vida e destaca três dicas importantes: 
BEBER BASTANTE ÁGUA AO LONGO DO DIA
“Principalmente quem já tem histórico de pedras nos rins deve levar essa recomendação a sério, ingerindo diariamente pelo menos um copo americano de água a cada três horas. Vale ressaltar que não estamos indicando apenas a ingestão de líquidos, mas de água. Ingerir dois litros de refrigerante por dia, por exemplo, não só não resolveria o problema como causaria outros tantos à saúde no médio e longo prazos. O ideal é prestar atenção na coloração da urina, que precisa estar bastante clara e limpa”, revela o médico 
REDUZIR A INGESTÃO DE CARNE VERMELHA E SAL 
Segundo o médico, de modo geral, os adultos não precisam ingerir mais de duas ou três porções de carne magra ao longo da semana. O ideal é começar a substituir carne vermelha por branca e, na sequência, substituir a carne branca por mais legumes e verduras. “A quantidade de sal no preparo dos alimentos também deve ser reduzida, lembrando que comidas prontas e industrializadas contêm uma quantidade de sal e outras substâncias conservantes que podem prejudicar o bom funcionamento dos rins”, comenta.
EVITAR ALIMENTOS RICOS EM OXALATO DE CÁLCIO
Cividanes ainda alerta para o consumo de alguns alimentos que, embora sejam aparentemente saudáveis, contêm grande quantidade de oxalato de cálcio, o que facilita a formação de cálculos renais. “Sendo assim, é bom reduzir o consumo de espinafre, beterraba, batata doce, salsinha, pimenta, nozes e amendoim. Também o cacau em pó e, por extensão, os achocolatados e chocolates devem ser evitados”, explica.
comentários 0 Comentário
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
  • Ainda não há nenhum comentário para a matéria. Seja o primeiro!

Todos os direitos reservados © Jornal O ECO 2018 - oeco@jornaloeco.com.br - telefone central: (14) 3269-3311

desenvolvido por Natus Tecnologia