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Tatuadora lençoense ganha prêmio em convenção de tatuagem
Verusca Scandarolli conquistou 1º lugar na categoria pontilhismo no 6º Piracicaba Tattoo Fest
Tatuadora lençoense ganha prêmio em convenção de tatuagem
RECONHECIMENTO - Tatuadora há oito anos, Verusca exibe orgulhosa seu primeiro troféu (Foto: Flávia Placideli/O ECO)
As mulheres vêm conquistando cada vez mais espaço nas profissões que, até tempos atrás, eram dominadas pelo sexo masculino. A tatuadora Verusca Scandarolli é uma prova viva do empoderamento feminino. Nascida em Sorocaba, mas radicada em Lençóis Paulista, a artista plástica, que tem 42 anos e há oito passou a usar a pele como tela para suas criações, tem conquistado seu espaço e, recentemente, conquistou o prêmio de melhor tatuagem na categoria pontilhismo no 6º Tattoo Fest, que aconteceu entre os dias 24 e 26 de novembro, na cidade de Piracicaba.
A riqueza de detalhes em seu desenho autoral, que levou 13 horas para ficar pronto, fez com que a artista superasse os outros 150 tatuadores inscritos, vindos de várias partes do Brasil e também da América do Sul. “Resolvi participar desse evento depois de um período difícil da minha vida. Em oito anos como tatuadora foi a primeira vez que entrei em um festival para competir. Usei somente a técnica do pontilhismo, estudei cada detalhe anteriormente para fazer o melhor possível. O prêmio foi uma consequência desse esforço. Além disso, entre tantos homens, ter ficado em primeiro lugar é uma forma de mostrar e honrar o poder feminino”, comenta.
Verusca conta que percebeu que tinha o dom para desenhar ainda na infância, aos cinco anos, quando participou de seu primeiro festival de desenho. O gosto pelos traços a motivou a cursar a faculdade de Artes Plásticas na Unesp de Bauru. Depois de formada, além de montar um ateliê para desenvolver seu trabalho, ela também atuou como professora de artes, mas, desde 2010, dedica seu tempo exclusivamente às tatuagens.
Para suas criações, a artista revela que busca inspiração nos sentimentos mais remotos e tenta se expressar através de seus desenhos, assim como no que desenvolveu para o festival. “Eu coloquei tudo o que eu estava sentindo em um momento difícil de minha vida. O rosto de uma mulher com um pássaro e a natureza ao seu redor talvez passe uma imagem de afeto, carinho, humildade e bondade. É o que está faltando no ser humano e na extinta humanidade nas pessoas, principalmente com o próximo e com a natureza em questão”, ressalta.
A tatuadora acredita que a partir do momento em que se oferece afeto e carinho, sempre com muita humildade e bondade, as coisas começam a fazer sentido. “Essas pequenas palavras são coisas que têm salvado a humanidade e quando se externa isso para o mundo ele te devolve em dobro. E, por mais difícil que seja você conseguir o seu lugar ao sol, com essas linhas de frente você tem a possibilidade de alcançar aquilo que é realmente seu, o que ninguém tira de você”, completa.
O troféu em forma de uma amazona veio para coroar este pensamento. “Eu busquei fazer o meu melhor. Assim eu tento levar a minha vida, buscando paz, espalhando afeto, amor e humildade. Esse é o meu trabalho e essa sou eu. O objetivo não era ganhar, mas é claro que é sempre bom voltar para casa com um prêmio na mala e poder mostrar o nosso trabalho”, finaliza.
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