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Movimentos que refletem a alma
Professora de dança, Letícia da Silva se dedica à arte desde os oito anos de idade
Movimentos que refletem a alma
INTERNACIONAL - Letícia se apresentou com o bailarino Valber Dorico na Croácia (Foto: Arquivo Pessoal)
Transcender. Superar-se a cada dia. Perceber mudanças no corpo, no comportamento e no modo de encarar a vida. Fazer a dedicação intensa e o trabalho árduo virar rotina. Fazer de si e dos próprios movimentos a arte de dançar. Este é o relato sobre o significado da palavra ‘dançar’ para Letícia Pereira da Silva, que tem 24 anos e se dedica à arte desde os oito.
“Quando eu tinha oito anos comecei a fazer aulas de dança com o grupo do bairro em que eu morava e foi ali que me apaixonei pela dança. Descobri a artista, mais especificamente a dançarina que habitava dentro de mim. Aquela menina tímida estava prestes a ser deixada de lado”, conta ela.
 A professora de dança, que dá aulas para jovens e adultos no Clube Esportivo Marimbondo (CEM) e também para crianças em uma escola infantil de Lençóis Paulista, está nessa trajetória há 16 anos e confessa que viu a vida ganhar mais significado.
“Minha dedicação à dança foi um fator determinante para que eu pudesse enxergar minha própria realidade de outra maneira. Me aceitar e aceitar as pessoas como elas são”, afirma a dançarina que vê a dança como uma questão de superação. “Em tudo que eu vou fazer, mesmo as coisas que não tem nada a ver com a dança, eu digo sempre que vou conseguir e trabalho todos os dias para alcançar o objetivo”, destaca.
A jovem, que já passou pelos palcos de várias cidades da região e de outros estados, também já se apresentou com seu antigo grupo de dança da escola Corpus em um festival internacional, realizado em 2015, na cidade de Porec, na Croácia. “Eu me apresentei com um ‘duo’ com o também bailarino Valber Dorico. Ficamos muito nervosos durante a apresentação, apesar de termos treinado muito antes. Estar em cima do palco é uma sensação incrível. Demos o nosso melhor e foi tudo lindo”, relata.
Após anos de dedicação à dança, muitas aulas, espetáculos e viagens, a jovem, que está cursando o último ano do curso de educação Física, não se vê fazendo outra coisa. “Não consigo ver minha vida sem a dança. Amo o que faço e poder passar isso para outras pessoas é o máximo”, ressalta.
Como professora, Letícia revela que tenta passar todo o conhecimento e influência que adquiriu ao longo do tempo, estimulando a desenvoltura em diversos ritmos que vão desde o axé até a dança de rua. Para ela, ver a felicidade dos alunos com a transformação que a dança traz para suas vidas é o que a motiva a continuar. “Tenho certeza que minha missão é transformar a vida das pessoas através da dança e é o que estou fazendo”, acrescenta.
Apaixonada pelo que faz, ela define o que sente quando dança. “Quando termino uma aula ou finalizo uma performance tenho a sensação de realização e de dever cumprido. Enxergo na dança um meio de me reconhecer, de ser autêntica e ter liberdade para isso. Quando danço não procuro superar ninguém, além de mim mesma”, finaliza a dançarina.
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