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PM cumpre reintegração de posse em Areiópolis
Mais de 40 famílias ocupavam a área da Fazenda Paranhos, pertencente à prefeitura
PM cumpre reintegração de posse em Areiópolis
NO CHÃO - Retroescavadeira foi utilizada para derrubar os barracos (Foto: Gabriel Cochi/O ECO)
Oficiais de Justiça, policiais militares e funcionários da Prefeitura Municipal de Areiópolis cumpriram, na última quinta-feira (16), a reintegração de posse de uma área rural pertencente ao município. A reintegração foi expedida há 40 dias, porém, foi cumprida apenas essa semana. A Prefeitura tem como principal objetivo a construção de uma fazenda-escola na área para trabalhar no desenvolvimento de políticas de agricultura familiar. Os ocupantes, que não são ligados a nenhum movimento social, em sua maioria, moravam em Lençóis Paulista antes de ocuparem o local. A energia e a água foram desligadas e foi utilizada uma retroescavadeira da prefeitura para derrubar os barracos montados no local, além de caminhões para a retirada do material.
Participaram do cumprimento da ordem judicial, policiais militares de Areiópolis e São Manuel, sob o comando do capitão Kléber, da 2ª Companhia do 12º Batalhão de Polícia Militar do Interior. “Já faz um tempo que essa área é invadida, ela pertence à Prefeitura de Areiópolis, que entrou na Justiça pedindo a reintegração de posse, que foi concedida há 40 dias”, relatou o oficial. Ainda segundo o comandante, as equipes da PM estiveram no local por várias semanas desde o dia em que foi concedida a reintegração, pedindo que fosse feita a retirada dos pertences e dos materiais que estavam no local, porém, nada foi feito, até que na quinta-feira as equipes cumpriram a decisão judicial.
Segundo os acampados, foi recebida a emissão de posse da terra e, no dia 27 de outubro, eles ficaram de prontidão à espera da reintegração, “A gente estava pronto para sair de bom acordo e ninguém apareceu”, relatou um dos ocupantes. “Foi marcada uma audiência de conciliação, aí a gente decidiu ficar até a data da audiência, agora, vendo uma situação dessa, como pode ter conciliação?”, questiona outro representante do acampamento.
O grupo não tem ligação com nenhum movimento social, como MST (Movimento dos Sem-Terra), eles que estavam em 48 família no local há pouco mais de um ano, afirmam que ainda no ano passado tentaram diálogo com a prefeitura, porém, sem sucesso “A prefeitura alegou que não tinha verba para mandar sequer um trator para ajudar a gente, porque a gente tinha a proposta de montar um projeto social, não é invasão de nada não, e aí, alegaram que não tinham meios para isso, só que agora como eles têm meios para tocar isso aqui”, lamenta outro membro do grupo.
De acordo com a Prefeitura de Areiópolis, a Fazenda Paranhos, local onde ficava o acampamento, pertencia ao Estado, mas foi cedida ao município em 2006 por meio de um decreto. O objetivo da prefeitura é construir uma fazenda-escola na área. A prefeitura ainda informou que durante os últimos 11 anos, as terras não foram utilizadas por faltar um termo de permissão do uso, que só foi emitido pela Procuradoria Geral do estado este ano, motivando o pedido de reintegração de posse. A Prefeitura, ainda, por meio de representantes do Conselho Tutelar, providenciou alimentação para as mais de 50 crianças que estavam no local.
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