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“Firma no laço e vamo pra cima!”
Tendo os bordões como marca registrada, Cristiano Castelhano, o Castelo, comemora no dia 7 o dia do radialista
“Firma no laço e vamo pra cima!”
O SISTEMA É BRUTO - Radialista atua na rádio Ventura FM, de onde é ouvido por toda a região (Foto: Arquivo Pessoal)
Cristiano Castelhano, ou simplesmente Castelo, como é conhecido pelos ouvintes, é um dos muitos profissionais que comemoram, na próxima terça-feira (7), o Dia do Radialista. Dono de uma das maiores audiências da região, ele tem dedicado os últimos 25 de seus 41 anos de idade à atividade que escolheu como profissão. Apaixonado pelo que faz, ele apresenta atualmente três programas na rádio Ventura FM, onde diverte o público com seu jeito irreverente.
Nascido em Lençóis Paulista, Castelo começou sua carreira no rádio em 1992, na Rádio Emissora da Barra, da Barra Bonita. Na época, como tinha apenas 16 anos e sequer podia fazer o curso de radialista, iniciou como aprendiz, apresentando o programa Sunday 97, que ia ao ar aos domingos, das 10h às 13h. Mostrando desenvoltura em frente aos microfones, logo ele conquistou seu espaço e, depois de um ano, ganhou um programa diário na emissora, o Hits 97, que apresentou até os 25 anos, em 2001.
Se formou como radialista no Senac, de Jaú, mas destaca que foi na prática, se espelhando nos profissionais que admirava, como José Antonio Bola e Fiori Gigliotti, que aprendeu tudo o que sabe. Hoje, experiência é o que não falta. Já passou por diversas emissoras da região, como 89 FM e Jovem Pan, também da Barra Bonita, Transamérica e Energia, ambas de Jaú, além da Difusora AM e da atual, Ventura FM, de Lençóis Paulista, onde apresenta três programas: os diários Terra Sertaneja, das 6h às 17h, e Sertanejo Bom D+, das 16h às 19h, e o semanal Estilo Caipira, aos domingos, das 7h às 9h.
Castelo conta que nestes 25 anos muita coisa mudou. Começou utilizando a fita cassete, passou pela ‘cartucheira’, até chegar à tecnologia de ponta que o rádio oferece atualmente. Lembra, também, que o contato com os ouvintes era diferente. Se antes os radialistas apenas faziam a locução e apresentavam as músicas que eram tocadas, hoje, com as redes sociais, estão cada vez mais próximos do público que, por sua vez, está cada vez mais exigente. Destaca ainda que a concorrência também cresceu com os serviços de streaming, que obrigaram o rádio a se reinventar.
“Se for fazer como há 20 anos, não dá certo, porque muita coisa mudou no rádio durante todos esses anos. Hoje não somos locutores, somos comunicadores. A comunicação é muito importante e você tem que atrair o ouvinte. A cada dia que passa, você aprende uma coisa nova e vai se fascinando, se apaixonando. Eu falo que não é um trabalho, cada dia da minha vida eu me divirto fazendo o que eu gosto, porque eu não me vejo em outra profissão. Hoje eu tenho três programas do estilo que eu gosto”, ressalta.
A irreverência é uma das marcas de Castelo, conhecido pelos diversos bordões que utiliza quando está no ar, como “É pra rancá o pica-pau do toco”, “Aqui não, tatu, aqui é cimentado”, “Aqui nóis não ferve leite, nóis toca fogo na vaca”, “Aqui nóis não toma mel, mastiga abeia”, “Nóis penteia lobisomem com rastelo”, “O sistema é bruto, o laço é curto e a pegada é forte”, “Firma no laço e vamo pra cima”, entre outros. Graças ao seu carisma, é difícil encontrar na região quem não conheça pelo menos um de seus bordões e sua voz marcante.
Entre os fatos mais emocionantes de sua carreira, Castelo destaca a entrevista que fez com o cantor Zé Rico, assim como as vezes que dividiu o microfone com locutores famosos e já falecidos. Sobre a profissão, ele descreve utilizando uma frase que há tempos é conhecida por seus ouvintes: “Tem gente que gosta do que faz, nóis não gosta, nóis ama de verdade”, brinca o radialista, que completa. “Tem que acreditar nos seus sonhos e se esforçar para fazer algo que goste de verdade. Você passa a maior parte de sua vida no trabalho e se ele não for o que deseja, além de não fazer nada direito, você vai ser uma pessoa infeliz”, finaliza.
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