Publicidade
Publicidade
Publicidade
Pernambucano retrata a cultura nordestina por meio da arte
Esculturas cheias de vida e alegria são algumas das características das obras do artista plástico Antônio Marcos da Silva
Pernambucano retrata a cultura nordestina por meio da arte
ARTISTA - Antônio Marcos encontrou na arte seu meio de vida (Foto: Gabriel Cochi/O ECO)
Esculturas, bonecos gigantes, máscaras e bijuterias são alguns das obras criadas pelo artista plástico Antônio Marcos da Silva. O pernambucano iniciou sua carreira artística há alguns anos atrás durante um trabalho na faculdade, mas a alma de artista vem desde sua infância. “Eu comecei a criar esses personagens de jornal e papelão durante o meu trabalho de conclusão de curso na faculdade e ficaram muito legais as produções. Mas, desde criança crio brinquedos e sempre fui apaixonado por arte e cultura”, conta ele.
Nascido na pequena cidade de São Caetano, no interior de Pernambuco, Silva, de 47 anos, é um artista nato, daqueles típicos nordestinos que nascem como um dom diferenciado, que tanto se vê pelo Brasil afora. 
Há pouco mais de dois anos vivendo em Lençóis Paulista, depois de uma longa temporada na capital paulista, ele se tornou um mestre em criar esculturas de papel, desenvolvendo um trabalho que exige muita criatividade e paciência, pelo qual expressa suas vivências e resgata um pouco da cultura de todo o país.
Para criar suas esculturas, bonecos gigantes e demais objetos, como bijuterias, o artesão explica que corta as folhas de jornais em tiras pequenas e retângulos e depois vai colando pacientemente cada pedaço sobre um molde que serve como uma espécie de gabarito, até que aos poucos a escultura vai ganhando forma. Depois de finalizadas, pintadas e envernizadas suas obras em nada lembram os velhos jornais utilizados para esculpi-las, se parecendo mais com objetos criados a partir de mármore, bronze ou outro material mais resistente.
Entre santos, bonecos e personagens da cultura popular brasileira, Marcos já perdeu as contas de quantos tipos já criou. Suas obras mais conhecidas são as esculturas de Nossa Senhora da Aparecida, padroeira do Brasil, além de vários bonecos gigantes - popularmente conhecidos como Bonecos de Olinda, por serem parte tradicional das festividades do carnaval em Pernambuco - e do bumba-meu-boi ou boi-bumbá, personagem lendário do folclore da região Norte do país. “Retratar o meu povo é o que eu tem de melhor”, destaca ele.
Quanto ao que o inspira, ele garante que não há um padrão ou técnica, as inspirações vêm de todas as direções. “O sorriso, a conversa com meus amigos, a música, o cotidiano das pessoas, tudo isso me inspira. Sou um observador e vejo nos gestos das pessoas, a arte”, diz.
Pelos trabalhos desenvolvidos, o artista revela que já foi convidado para ministrar oficinas em escolas de São Paulo, capital, e também em Lençóis Paulista, na Casa da Cultura Prof.ª Maria Bove Coneglian, onde teve a oportunidade de mostrar um pouco do seu inspirador trabalho. Inclusive, no começo desse ano, Silva foi convidado para expor suas obras no Teatro Municipal Adélia Lorenzetti, primeira exposição realizada no local.
Como trabalho voluntário, ele ministra uma oficina de máscaras para os deficientes visuais da Unimed de Lençóis Paulista. “É um trabalho lindo, é uma experiência incrível. Levo a missão de colocar alegria e cores na vida das pessoas”, comenta.
Com várias formações acadêmicas, Marcos se considera um artista a partir do momento em que é reconhecido como tal. “Eu venho de um lugar muito simples, onde os artistas nascem para sobreviverem, mas muitos, a partir de criações, produções, seja na arte da pintura ou da escultura, começaram a ser reconhecidos e admirados por todos”, finaliza.
comentários 1 Comentário
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
  • Antonio marcos da silva
    Antonio marcos da silva Há ± 1 mês
    Denunciar comentário
    A edição está comovente com histórias verdadeiras que nos faz refletir não somente o povo nordestino mas todos que deixam suas terras/países em busca de possibilidades.
Publicidade
Publicidade

Todos os direitos reservados © Jornal O ECO 2017 - oeco@jornaloeco.com.br - telefone central: (14) 3269-3311

desenvolvido por Natus Tecnologia