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Um novo recomeço
Mário César deixou tudo para trás em busca de uma nova vida em Lençóis Paulista
Um novo recomeço
BATALHADOR - Mário enfrentou muitas dificuldades, mas hoje se considera um homem vencedor (Foto: Gabriel Cochi/O ECO)
Do sonho de vencer na “cidade grande” a uma simples curiosidade, cada um tem o seu motivo para vir parar em São Paulo, capital, ou até mesmo em alguma cidade do interior. Mesmo sabendo que não seria fácil, Mário César da Silva, de 41 anos, natural de Caruaru, em Pernambuco, sempre teve a esperança de sair de lá em busca de um emprego e uma nova vida.
Silva desembarcou em São Paulo, no Terminal Rodoviária Tietê, no ano de 1992. Tinha apenas 16 anos, algumas roupas dentro de uma bolsa e pouco dinheiro, que só dava para a compra da passagem até Lençóis Paulista, para onde viria ao encontro de sua irmã, que já estava morando na cidade há alguns anos.
“Lembro que quando eu desci do ônibus, em São Paulo, tinha muita gente na rodoviária e fazia muito frio. Eu só estava com uma camiseta fina, um tênis furado, com fome e com o dinheiro contado para a passagem até Lençóis”, conta o pernambucano, que, apesar dos percalços vividos, tinha a certeza que aquele dia era um recomeço para uma vida melhor.
Ao chegar a Lençóis, Silva se abrigou na casa de sua irmã, porém, ficou por pouco tempo. Logo começou a trabalhar como servente de pedreiro e foi morar em um ‘barraco’ apenas com um fogão e um colchão. “Quando eu cheguei em Lençóis, não foi tão fácil como eu esperava, pelo contrário, eu não tinha nada, não tinha panela para cozinhar. Mas, aos poucos, fui conhecendo pessoas que me ajudaram, trabalhando e conseguindo adquirir o necessário para se viver”, lembra.
Dos 16 aos 18 anos, Silva trabalhou como servente, logo depois começou a trabalhar nas usinas da cidade e região, nas quais ficou por quinze anos. Há sete anos, ele trabalha como autônomo, comercializando produtos de limpeza. Vende por toda a cidade com um caminhão que comprou com muito sacrifício e também em sua loja. “Sempre lutei para ter as coisas na vida e hoje continuo batalhando, mas com mais tranquilidade”, comenta.
Mesmo tendo enfrentado muitas dificuldades desde que chegou e para praticamente começar do zero, Mário não se arrepende e, muito menos, pensa em voltar ao Nordeste. “A gente aguenta trabalho pesado. Lá na nossa cidade tem trabalho, mas é pouco porque a concorrência é muito grande. Volto lá sempre que posso para visitar, mas para morar não retorno”, afirma.
Depois de muito trabalho duro e sofrimento, Mário acabou adotando Lençóis Paulista como sua verdadeira casa. Construiu sua família por aqui e hoje se considera um homem realizado, que conseguiu vencer por nunca ter perdido a esperança em si mesmo. “Passei frio e fome, mas enfrentei todas as dificuldades e venci”, finaliza o pernambucano.
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