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Em busca de novos horizontes
Erisvan dos Santos deixou Pernambuco para encontrar a felicidade em Lençóis Paulista
Em busca de novos horizontes
CASA NOVA - Erisvan sempre que pode volta para a sua cidade natal, mas conta que o lugar dele hoje é aqui (Foto: Flávia Placideli/O ECO)
As condições de vida precárias são os motivos mais comuns relatados pelas pessoas que deixaram o Nordeste rumo aos estados do Sudeste, em busca de novos horizontes, muitas vezes, deixando a família para trás. Com Erisvan Alaíde dos Santos, de 38 anos, não foi diferente. Natural da cidade de Bodocó, em Pernambuco, ele decidiu vir para São Paulo fugindo dos tempos difíceis em que convivia com a seca e o desemprego. Aos 20 anos deixou sua cidade e família para tentar uma vida melhor.
Em 1999, se mudou para a cidade de Igarapava, no norte de São Paulo, quase na divisa com Minas Gerais. Depois de dois anos trabalhando na área rural, com saudade da família, dos amigos e de sua cidade, ele decidiu regressar com a esperança de que as coisas estivessem melhores. Porém, em alguns meses, resolveu vir novamente para São Paulo, dessa vez com outro destino. “Eu tinha um primo que já morava em Lençóis Paulista e me convidou para vir para cá”, conta Santos, que hoje é conhecido como Pernambuco.
O simpático pernambucano lembra que chegou com muita vontade e determinação, disposto a encarar qualquer desafio. Não demorou até conseguir arrumar um trabalho em uma empresa agrícola, onde permaneceu por algum tempo. Ainda passou por outras empresas, sempre atuando na área de plantação, até entrar na Frigol, onde acabou se estabilizando profissionalmente.
Pernambuco comenta que, mesmo tendo parado de estudar no ensino fundamental, nunca teve problemas para se inserir no mercado de trabalho. Porém, depois de alguns anos, ele resolveu que era hora de dar continuidade aos estudos. E mais uma vez, mostrando muita determinação, foi para a luta e concluiu o ensino médio.
Hoje ele se diz completamente habituado à vida em Lençóis Paulista, mas relata uma das poucas coisas que o desagrada: o preconceito contra o nordestino que vem para cá em busca de novas oportunidades. “Todo lugar tem preconceito, mas a gente precisa mostrar que veio para trabalhar e buscar um espaço nosso também”, comenta.
O pernambucano, assim como a maioria dos nordestinos que vem para São Paulo, carrega com ele um sentimento forte de apego às origens. Veio em busca de trabalho, com a pretensão de juntar um dinheiro para poder voltar e tocar a vida no Nordeste, mas acabou se estabilizando por aqui, construindo sua família e hoje só retorna para visitar quem ficou para trás.
“As nossas famílias ficaram lá, mas aqui a gente acaba construindo outras famílias. A gente costuma encontrar os amigos e não ficamos muito tempo sem nos ver”, conta Santos, que passou quase dez anos sem poder visitar os parentes por falta de dinheiro, mas, hoje, com emprego fixo, retorna para a casa de seus pais todos os anos, durante as férias.
Pernambuco construiu família e encontrou sua felicidade e sabe que hoje o lugar dele é aqui. “Ser nordestino em qualquer cidade de São Paulo nem sempre é fácil, todo lugar tem preconceito e você tem que ralar dobrado para mostrar seu valor, mesmo sem o preparo que a cidade cobra. Não vou falar que foi fácil ficar longe dos meus familiares, passei muita dificuldade. Mas também vi muita oportunidade e agarrei com unhas e dentes para estar aonde estou hoje”, finaliza.
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