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Ao mestre, com carinho
Na edição que antecede o Dia do Professor, Mário Zanin revela seu amor pela arte de ensinar
Ao mestre, com carinho
VOCAÇÃO - “Ser professor é minha vida. Poder transmitir o conhecimento que você adquiriu durante anos e obter um retorno positivo é gratificante"
Amanhã (15) é o Dia do Professor e, por isso, nada mais oportuno do que aproveitar o ensejo para prestar uma singela homenagem aos profissionais que dedicam suas vidas à educação, doando aquilo que têm de melhor: o conhecimento. Conhecimento que vai ao encontro do foco desta edição, que é a capacitação profissional para o mercado de trabalho. Afinal, tudo começa na sala de aula. Seria impossível citar tantos nomes sem correr o risco de cometer uma injustiça. Por este motivo, foi preciso eleger um personagem, através do qual parabenizamos a todos os queridos mestres de Lençóis Paulista e região.
Mário Zanin Ferreira, de 59 anos, é uma figura que representa dignamente a categoria. Entrou para a faculdade de Engenharia Civil em 1985, mas o destino lhe reservava algo diferente. Por conta de seu conhecimento em Física, foi convidado a lecionar a disciplina em uma escola do Grupo Preve, em Bauru. Tinha se mudado para a cidade há pouco tempo e estava recém-casado com a esposa Elisa, com quem depois teve dois filhos, Renato de 30 anos, e Ana Elisa, de 26. Viu aquilo como uma oportunidade de obter uma renda extra. Mal sabia ele que estava prestes a encontrar sua verdadeira vocação.
Lá se foram 32 anos. Nenhum deles sequer fora das salas de aula. Chegou a concluir a graduação em Engenharia Civil e até hoje atua na área, mas, desde o primeiro dia em que se viu diante de um grupo de alunos, nunca mais abandonou a arte de ensinar, pelo contrário, aprimorou os conhecimentos estudando Física e Pedagogia. Hoje, depois de três décadas, estima que já tenha tido mais de 25 mil alunos.
“Ser professor é minha vida. Poder transmitir o conhecimento que você adquiriu durante os anos e obter um retorno positivo é algo muito gratificante. Adoro esse contato com os alunos. Minha cabeça está sempre jovem por conta da convivência com eles, que também me ensinaram muito esse tempo todo. Isso me motiva bastante”, relata o professor, que chegou a dar aulas em sete cidades diferentes na mesma época.
Mesmo com tanto tempo de sala de aula, ele nem pensa em aposentadoria. Planeja continuar enquanto o corpo e a cabeça deixarem. Engana-se quem pensa que seu pique sequer diminuiu. Segue firme e forte naquilo que acredita ser sua missão. Lecionando no Preve Objetivo de Lençóis Paulista desde 2003, Zanin se tornou proprietário da unidade este ano e tem implantado diversas novidades, tanto na parte física, com a nova sede que será inaugurada no ano que vem, quanto na parte pedagógica.
O professor se preocupa muito com a qualidade do ensino, mas ainda vê muitos problemas e um caminho longo a ser percorrido para melhorar a educação no país, sobretudo na rede pública, na qual também atua desde 2004. Para ele, ao mesmo tempo em que existe uma visível falta de interesse e comprometimento dos alunos, há uma desmotivação dos professores, que convivem com os baixos salários e a precariedade do sistema.
“Vemos que o problema vai muito além da educação propriamente dita. É uma questão socioeconômica difícil de se resolver. Um problema que tem origem nos dois lados”, destaca Zanin, que mesmo diante da adversidade garante: “Ser professor é a melhor coisa do mundo. É uma profissão que nos permite trabalhar para fazer seres humanos melhores. Isso não tem preço”, ressalta.
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