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Em dez anos, obesidade cresceu 60% no Brasil
Excesso de peso é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares
Em dez anos, obesidade cresceu 60% no Brasil
ALERTA - Obesidade cresceu 60% no Brasil e já atinge um a cada cinco brasileiros (Foto: Divulgação)
O Dia Mundial de Combate à Obesidade foi comemorado na quarta-feira (11) e, ao longo de toda a semana, diversas entidades como a ONU (Organização das Nações Unidas) tentaram chamar a atenção para a doença, que pode colaborar para o aumento da prevalência de diabetes e hipertensão, além de diversas doenças crônicas não transmissíveis, podendo levar até a morte.
O índice de brasileiros acima do peso segue em ascensão, mais da metade d população está nesta categoria (52,5%) e destes, 17,9% são obesos, segundo a pesquisa mais recente do Ministério da Saúde, a Vigitel 2016. Em apenas 10 anos, a obesidade cresceu 60% no Brasil e já atinge um a cada cinco brasileiros.
Caracterizada pelo sobrepeso e pelas mudanças hormonais, a obesidade é uma doença multifatorial que pode ser causada por fatores nutricionais, fisiológicos, genéticos, psiquiátricos e psicológicos, comportamentais e ambientais.
De acordo com um dos especialistas mais reconhecidos no Brasil nos estudos sobre obesidade, o médico endocrinologista Flávio Cadegiani, o tratamento muitas vezes é comprometido por questões sociais. “A sociedade ainda trata esta doença como se fosse uma frescura e ainda enxerga a doença com preconceito, e isso é uma das grandes causas de estarmos perdendo esta guerra para a obesidade”, enfatiza.
“Apesar de pesquisas terem evoluído muito para atender a obesidade, falta colocar tudo isso em prática. A obesidade não é tratada apenas com medicamento, precisa de um atendimento multidisciplinar, com acompanhamento psicológico e prática de atividade física, além de uma alimentação orientada por profissional”, completa o médico.
Cuidado com o coração
O excesso de peso é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, porque pode provocar aumento da pressão arterial e dos níveis de glicose no sangue. Uma pessoa é classificada com excesso de peso quando seu Índice de Massa Corpórea (IMC) é superior a 25 e com obesidade, quando esse valor é maior que 30. Para calcular o IMC, basta dividir o peso (em quilos) pelo quadrado da altura (em metros). 
Um estudo divulgado no início desse ano aponta que a incidência de alguns tipos de doenças do coração e infartos são maiores em pessoas com sobrepeso. A relação entre a obesidade e doenças cardiovasculares foi examinada em mais de 5 mil pessoas, entre homens e mulheres, e a análise concluiu que o excesso de peso é um fator de risco independente, principalmente nas mulheres.
Para o cardiologista Marcelo Bertolami, outros hábitos ruins podem aumentar o risco para doenças. “Sedentarismo, tabagismo e uma alimentação desbalanceada, por exemplo, aumentam consideravelmente o risco de o indivíduo ter um problema no coração no futuro. Além disso, a obesidade abdominal, ou seja, a circunferência da cintura, é um fator de risco ainda maior do que o excesso de peso corporal”, completa. 
CONFIRA ALGUMAS DICAS IMPORTANTES
- A prática de exercícios físicos não só contribui para manter o peso corporal e fortalecer a musculatura, como também ajuda a controlar os níveis de colesterol no sangue. Caminhar por, no mínimo, 30 minutos pode fazer toda a diferença.
- Uma alimentação variada garante uma oferta adequada de nutrientes e gorduras boas que são fundamentais para contribuir para a saúde cardiovascular. E, como também vale considerar o controle de peso, é importante que o valor calórico total seja adequado. 
- Invista nas gorduras boas presentes no salmão e atum, nos óleos vegetais e produtos feitos à base deles, como cremes vegetais. A inclusão de gorduras boas na alimentação ajuda a manter níveis adequados de colesterol. 
- Opte por alimentos ricos em fibras, como as versões integrais dos pães, biscoitos e massas; além de incluir aveia no dia a dia. Elas ajudam a deixar mais lenta a absorção dos açúcares e gorduras consumidos. 
- É importante manter os exames de rotina em dia. Medir a pressão arterial, níveis de colesterol e glicose é fundamental para que seu médico avalie como está sua saúde. Além disso, o acompanhamento com um nutricionista também ajuda a manter uma alimentação equilibrada.
 
 
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