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Exemplo de superação
Deficiente auditivo, Helder José da Silva aprendeu a conviver com as limitações e hoje leva uma vida normal
Exemplo de superação
FAMÍLIA - Helder é casado há 18 anos com sua esposa Luciana, com quem teve dois lindos filhos, Ana Júlia e João Vitor (Foto: Arquivo Pessoal)
É possível que apenas quem conviva com algum tipo de deficiência perceba o mais pleno significado da palavra superação. Talvez somente as pessoas que necessitem romper barreiras cotidianamente entendam sua real dimensão. Aprender a lidar com as limitações, para os que se deparam com um novo desafio a cada dia, é o caminho para a vitória. Disso, o lençoense Helder José da Silva, deficiente auditivo, entende muito bem.
Hoje com 39 anos, ele convive com a surdez desde o nascimento, complicação resultante de uma rubéola contraída pela mãe durante a gestação. Com menos de 1% de audição, ele vive em um mundo de silêncio quase que absoluto, se comunicando essencialmente por leitura labial e pela Linguagem Brasileira de Sinais (Libras). Em outras palavras, ‘ouvindo’ com os olhos e ‘falando’ com as mãos. “Quando alguém fala muito rápido, eu peço para que fale pausadamente para que eu possa entender o que estão me dizendo”, conta Silva.
A deficiência auditiva lhe trouxe dificuldade de aprendizado, mas não o impediu de vencer os obstáculos. Quando criança chegou a frequentar a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Lençóis Paulista, mas concluiu os estudos em uma escola estadual da cidade, mesmo em uma época onde o conceito de inclusão era algo totalmente fora da realidade.
Silva lembra que era o único surdo da escola e que não havia intérprete. Na época, ainda tinha muita dificuldade com a leitura labial e, por isso, passava a maior parte do tempo apenas copiando, muitas vezes sem sequer entender o que escrevia. Um período difícil, mas de muito aprendizado, não apenas no sentido educacional, mas para a vida como um todo.
Mesmo com as limitações, o lençoense conta que trabalhou desde muito cedo. Passou por diversos empregos e, há cerca de oito anos, atua na área de contabilidade do Grupo Lwart. Apesar da existência das cotas legalmente destinadas a deficientes, ele revela que foi admitido exclusivamente por seus conhecimentos e habilidades, o que mostra um bom exemplo do acesso real ao mercado de trabalho.
 “Falta ainda muita inclusão dentro do mercado de trabalho, nas escolas. Mas, a maior inclusão que se deve ter é dentro das pessoas”, ressalta Silva, que diz se sentir verdadeiramente inserido na empresa, principalmente pelo fato de muitos dos colegas e das pessoas mais próximas a ele terem aprendido os sinais básicos ou procurado cursos de Libras para facilitar a comunicação.
Outro exemplo vem da vida pessoal. Sua esposa, Luciana, lembra que quando os dois se conheceram ela não sabia absolutamente nada da linguagem de sinais, mas que buscou cursos para aperfeiçoar a comunicação entre os dois. Os dois filhos, frutos da união de 18 anos, Ana Júlia, de 14 anos, e João Vitor, de 7, também aprenderam desde pequenos a interagir com o pai da melhor forma possível e o respeitam como é.
A história de Helder é uma prova evidente que não existem barreiras que não possam ser superadas e que qualquer pessoa, independentemente das possíveis limitações, pode levar uma vida normal.
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