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Por amor e vocação
Monsenhor Carlos José de Oliveira completa 25 anos de sacerdócio
Por amor e vocação
JUBILEU DE PRATA - Monsenhor Carlos completa 25 anos de sacerdócio (Foto: Arquivo/O ECO)
No dia 4 de outubro de 1992, Carlos José de Oliveira era ordenado sacerdote. Após vários anos de estudo de filosofia e teologia, na Grande São Paulo, o jovem padre Carlos realizava seu sonho de criança e, sem saber, também o de sua mãe, dona Maria, que um dia antes de seu casamento, conforme uma antiga tradição, fez três pedidos a Deus: um deles era ter um filho padre. Completando 25 anos de sacerdócio e 21 de amor a Lençóis Paulista, monsenhor Carlos é exemplo de fé a toda a comunidade.
Com quatro anos de idade, o pequeno Carlos, morador de Botucatu, aos pés da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, demonstrou seu interesse pelo sacerdócio pela primeira vez, dizendo à sua família que queria ser padre. Aos 17 anos, começou a caminhada para concretizar seu sonho. Estudou filosofia e teologia na Faculdade Nossa Senhora da Assunção, no bairro do Ipiranga, em São Paulo, onde se formou anos depois. Foi ordenado padre dia 4 de outubro de 1992, quando assumiu a Paróquia Nossa Senhora da Paz, em Mogi das Cruzes, sendo reitor do seminário até o ano de 1994.
No início de 1994, ainda padre, Carlos foi enviado a Roma e lá ficou por cerca de dois anos e meio fazendo seu mestrado em teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Lá fez estágio com os monges e morou no Colégio Pio-Brasileiro. Em 1996, quando voltou ao Brasil, foi enviado diretamente para a Paróquia Nossa Senhora da Piedade, em Lençóis Paulista, onde está há 21 anos.
Vários fatos marcaram seus 25 anos de sacerdócio, mas monsenhor Carlos destaca alguns em especial. “As seis vezes que Deus me deu a graça de beijar a mão de São João Paulo II, inclusive, em uma das ocasiões, apresentando a foto do Santuário e pedindo a bênção para a paróquia e para a cidade de Lençóis Paulista. Foram verdadeiramente momentos de céu, de encontrar alguém que estava na Terra, cumprindo sua missão, mas já com a vida em Deus”, ressalta.
Dedicado ao sacerdócio, ele conta que se sente feliz toda vez que, ao celebrar um casamento, descobre que fez parte da primeira eucaristia ou de outros sacramentos do casal. “Eu sinto uma alegria muito grande ao batizar, ao fazer a primeira comunhão, a crisma, atender a confissões, celebrar casamentos e, acima de tudo, uma alegria maior ainda em celebrar a Santa Missa. Ser padre é, antes de tudo, celebrar a Santa Missa”, destaca.
Monsenhor Carlos conta que se emociona sempre que pode celebrar Nossa Senhora, em especial na Festa de Nossa Senhora da Piedade, padroeira de Lençóis Paulista, e nas visitas de imagens peregrinas. Outro fato marcante em sua trajetória foi a experiência de cuidar por 11 anos da Casa da Mãe Piedade, na qual pode dar acolhida aos moradores em situação de rua e relembrar seu tempo de seminário, quando cuidou durante um ano de um albergue. “É algo que marca muito a minha história pessoal”, afirma.
A juventude também alegra o monsenhor, pois, segundo ele, representa esperança. Se orgulha em dizer que muitos dos jovens que encontrou quando chegou à paróquia hoje estão casados e que seus filhos, que ele mesmo batizou, agora são coroinhas e acólitos. “Existe esperança. Quando todos dizem que o mundo está perdido, a gente vê tantos jovens, e graças a Deus na paróquia há muitos, que estão aí firmes na fé, enfrentando as dificuldades e levando o nome de Jesus e de Maria”, explica o sacerdote, que completa emocionado.
“Durante esse tempo todo aqui em Lençóis, eu tenho vários filhos sacerdotes, vários jovens que eu enviei para o seminário e que hoje já são padres e estão trabalhando com muito amor e alegria na edificação da igreja do Senhor Jesus. O meu sacerdócio já contribuiu e produziu outros sacerdotes, então eu digo para Jesus que se ele quiser me levar, pode tranquilamente, porque eu já tenho sucessores, já deixei filhos, que podem continuar muito bem e melhor a missão tão bela e tão necessária de ser sacerdote no mundo de hoje”, finaliza.
VOCAÇÃO
"Si mil vidas eu tivesse, em mil vidas eu ia querer ser padre", monsenhor Carlos José de Oliveira, pároco do Santuário Nossa Senhora da Piedade
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