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Menos de 50% dos portadores de Alzheimer são diagnosticados
Amanhã (21) é o Dia Mundial da Conscientização sobre a doença, que afeta mais de 40 milhões de pessoas em todo o mundo
Menos de 50% dos portadores de Alzheimer são diagnosticados
TRATAMENTO - Diagnóstico precoce pode auxiliar no tratamento da doença (Foto: Divulgação)
Amanhã (21) é o Dia Mundial da Conscientização sobre a Doença de Alzheimer, data instituída com o objetivo de destacar a importância da detecção precoce dessa patologia. O tema da campanha deste ano é “Lembre-se de mim”, que faz alusão ao fato de que menos de 50% dos portadores da doença recebem diagnóstico e têm acesso aos tratamentos disponíveis.
De acordo com neurologista Roger Taussig Soares, o Alzheimer é uma doença degenerativa do cérebro, decorrente do acúmulo de proteínas como o amiloide beta e a proteína tau, que formam aglomerados proteicos tóxicos para as células cerebrais, ocasionando sua morte. “Os sintomas são decorrentes da dificuldade de comunicação nas redes cerebrais e da morte neuronal”, explica.
Quanto mais idosa a população, maior o número de pessoas com Alzheimer. Isso significa que há cada vez mais doentes no Brasil, por conta do aumento da expectativa de vida. “Atualmente estima-se que existam cerca de 1,3 milhão de indivíduos acometidos em nosso país. No mundo, considera-se que mais de 40 milhões de pessoas têm a patologia”, adverte o neurologista.
Soares instrui que o diagnóstico precoce pode auxiliar no tratamento da doença, na orientação dos cuidadores e no planejamento para o futuro. “Pessoas diagnosticadas na fase inicial da doença são capazes de tomar decisões de vida, inclusive para realizar sonhos que ficaram no passado”, preconiza.
Além disso, o diagnóstico entre os vários tipos de demência é mais fácil no início da doença, permitindo diferenciar o Alzheimer de outras formas de demência, inclusive de algumas que são potencialmente reversíveis, como a deficiência de vitamina B12 ou a hidrocefalia de pressão normal.
Há vários estudos científicos em andamento com medicamentos que poderão no futuro combater o desenvolvimento da doença. O neurologista conta que a comunidade médica aguarda para outubro desse ano o resultado dos testes com uma droga denominada Inteperdine, que age sobre os receptores de serotonina, uma forma inovadora de atacar a doença de Alzheimer.
“Esperamos que as novas pesquisas resultem em tratamento eficazes que retardem o aparecimento e a evolução da doença; mas nosso maior objetivo e esperança é encontrar meios efetivos para prevenção”, conclui.
ALGUNS CUIDADOS PODEM AJUDAR NA PREVENÇÃO DO ALZHEIMER
Apesar de o Alzheimer não ter cura, segundo especialistas, algumas medidas simples ajudam a preveni-lo. Pesquisadores das universidades da Califórnia e de Pittsburgh, ambas nos Estados Unidos, descobriram que quem pensa e raciocina mais, tem um cérebro maior, sobretudo em áreas associadas à memória e ao Alzheimer, a exemplo do hipocampo.
Os experts calcularam que o risco de desenvolver a doença caiu pela metade nesse pessoal. Quanto mais exercitar o cérebro, melhor. Cientistas dizem que desafiar o raciocínio com leituras, cursos, jogos de videogame são formas de prevenção e que, por outro lado, a inatividade cognitiva aumenta em 19% o risco de ter Alzheimer.
Outro ponto destacado é em relação aos hábitos de vida saudável. Segundo os estudiosos, praticar exercícios físicos com regularidade ajuda a evitar danos às artérias que, com o passar dos anos, ‘boicotam’ as atividades neuronais. Nesse sentido, também é crucial controlar colesterol, pressão e diabetes.
Uma boa alimentação também é vista como fundamental para a prevenção do Alzheimer. Uma dieta rica em peixes, azeite de oliva, vegetais e castanhas resguarda os neurônios. Frutas vermelhas são outra ótima pedida, dizem os especialistas.
GINÁSTICA PARA O CÉREBRO
‘Saúde do cérebro’ será o tema das oficinas e aulas gratuitas deste mês nas escolas de ginástica para o cérebro Supera, que contam com um polo em Lençóis Paulista. A ação, que acontece para celebrar o Mês Mundial do Alzheimer, visa incentivar a população a cuidar do cérebro, praticando exercícios que retardam o declínio cognitivo comum ao avanço da idade
De acordo com os especialistas da rede, a ginástica cerebral fortalece a conectividade, melhorando resolução de problemas complexos, inteligência emocional, agilidade, flexibilidade mental e liderança estratégica, consideradas as melhores habilidades para ter sucesso no mundo atual. Além de melhorar a performance do cérebro, os exercícios são importantes para a aprendizagem e o adiamento de declínio cognitivo.
 
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