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90 anos de muita história para contar
Com uma vida inteira dedicada à família, dona Maria José Vieira é admirada pelos, filhos, netos e bisnetos
90 anos de muita história para contar
TRÊS GERAÇÕES - Dona Maria José Vieira Camargo vive cercada pelos filhos, netos e bisnetos (Foto: Elton Laud/O ECO)
Família é a base de tudo, não é mesmo? Que digam os exatos 50 descendentes de dona Maria José Vieira Camargo, que, do alto de seus 90 anos, muito bem vividos, diga-se de passagem, se mantém como um grande alicerce, um porto seguro para os filhos, netos e bisnetos, frutos de uma relação de mais de 50 anos com o saudoso esposo, ‘seo’ Enoch Pires de Camargo, falecido há 19 anos.
Do casamento duradouro nasceram oito filhos, seis homens, Elio, Saulo, Jair, Jairo e Leomir e Eder (já falecido), e duas mulheres, Maria Madalena e Antonia. Depois vieram os netos, 21 no total, e os bisnetos, que já somam 22. Uma verdadeira legião de pessoas ligadas não apenas pelo sangue que corre nas veias, mas também pela admiração pela matriarca.
Não é para menos, afinal, foi uma vida inteira dedicada à família. Coisa da qual se orgulha e que repetiria sem nenhuma hesitação. “Eu dou graças a Deus por tudo que ele me deu. Por todos esses filhos, netos e bisnetos. Eu vivo contente. Nunca reclamei da vida, nem das coisas difíceis que a gente passou. A gente vive altos e baixos, mas não deve reclamar da vida, porque tudo é como tem que ser”, destaca dona Maria, que esbanja lucidez.
A memória impecável guarda muitas lembranças. Dos tempos de criança, quando vivia com os pais e sete irmãos em uma fazenda nos arredores de Lençóis Paulista; do início do casamento, ainda na zona rural; da mudança para a antiga colônia localizada na Usina Barra Grande; da vinda para a cidade, no final da década de 1950; até a mudança para a casa atual, situada na Rua Piedade, em 1963.
É lá que há 54 anos a prole se mantém unida e reserva o tempo para botar o papo em dia e lembrar das histórias do passado, sobretudo nas ocasiões mais importantes, como o aniversário de dona Maria que, coincidentemente, é comemorado no dia 1º de janeiro, o que dá um significado ainda mais especial ainda à passagem de ano da família.
Calor humano, aliás, nunca faltou na casa dos Camargo. Desde sempre o local foi eleito como ponto de encontro dos amigos de todos os filhos, sem exceção. O reduto de dona Maria sempre foi como coração de mãe, nunca cheio o bastante para acolher quem quer que fosse. Quando chegava mais gente era só botar mais água no feijão ou fazer mais uma fornada de pão caseiro fresquinho, o que nunca foi um problema para a matriarca. “Aqui foi sempre cheio de gente. Cada um (filhos) tinha seus amigos e todos acabavam se reunindo sempre aqui. Me acostumei a ter bastante gente em volta”, revela.
Com tantos momentos vividos, dona Maria diz não sentir saudade de nada, nem dos bons, nem dos ruins. Em sua trajetória, marcada por muita luta e dedicação para criar os filhos e transformá-los em pessoas de bem, ela revela hoje ter a sensação de dever cumprido. “Eu não sinto saudade de nada. A gente foi vivendo, as coisas foram acontecendo e estamos aqui. O que passou ficou para traz. Fico contente por estar no meio dos meus filhos e não espero mais nada da vida. Só agradeço a Deus”, comenta dona Maria, sempre cercada por toda a prole.
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