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Justiça vai devolver mais R$ 3,9 milhões a credores do caso Estrella
Parte do dinheiro foi resgatada de aplicações financeiras
Justiça vai devolver mais R$ 3,9 milhões a credores do caso Estrella
NOVA DISTRIBUIÇÃO - O advogado responsável pela massa insolvente, José Ulysses dos Santos (Foto: O ECO)
A Justiça deve fazer a distribuição de quase R$ 4 milhões aos credores do contador Oswaldo Estrella. As informações são do advogado José Ulysses dos Santos, responsável pela massa insolvente. Estrella captou dinheiro e pagou 7% de juros ao mês, índice bem superior ao mercado financeiro, até setembro de 2004, em um esquema apontado como pirâmide financeira. No mesmo ano, o Ministério Público Federal (MPF) e Polícia (PF) estiveram na cidade apreenderam documentos, computadores, paralisaram seus negócios. Desde que o esquema foi descoberto e teve início o processo de insolvência, foram distribuídos mais de R$ 18 milhões para credores e ex-funcionários.
Segundo o advogado, quase metade do novo montante a ser distribuído (R$ 3,9 milhões) foi mantido com a massa insolvente, após o processo de pagamento dos credores, realizado em 2010, para quitar possíveis dívidas. Além disso, recentemente a Justiça encontrou R$ 1,9 milhões em aplicações de Estrella.
“A Justiça recebeu um ofício sobre duas aplicações um VGBL (Vida Gerador Benefício Livre) e outro PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre), somando um valor aproximado de R$ 2 milhões. Esse valor já foi depositado e já está à disposição para uma próxima distribuição. Hoje nós temos R$ 3,9 milhões por conta do que ficou como saldo, na época (algo em torno de R$ 1,5 milhão). A massa tanto é credora como é devedora. Após a decretação de insolvência, a massa assume dívidas e as dívidas da massa têm que ser liquidadas com preferência: dívidas trabalhistas, IPTU, IPVA, limpeza de imóveis e avaliações”, explica Santos.
O advogado ainda revela que após o pagamento dos credores, ainda foram resgatados imóveis de Estrella. Os recursos em aplicações foram encontrados um ano após a morte do contador. Ele faleceu no dia 11 de julho de 2016, em Curitiba, no Paraná, vítima de câncer. As aplicações são de maio e setembro de 2004.
De acordo com Santos, o dinheiro será rateado entre os investidores do esquema que representaram advogado na tentativa de recuperar o dinheiro aplicado. Em 2010, mais de duas mil pessoas receberam uma porcentagem de 10,9% do valor investido, a partir do que foi recuperado pela massa insolvente. “Não sabemos qual será a porcentagem e como será a distribuição, mas ela pode ocorrer ainda este ano”, destacou o advogado.
RELEMBRE O CASO
O sistema comandado por Oswaldo Estrella foi desmontado pela Justiça em 2004. Em 2006 foi decretado o processo de insolvência e arrecadado todo os bens que existiam na época, além do valor bloqueado pela Justiça Federal, bem como imóveis e veículos. Desses bens foi construída a massa insolvente.
Na época existia um valor bloqueado de aproximadamente R$ 10 milhões. Foi realizada a venda de imóveis e veículos, por meio de leilões, o que elevou o montante a um total próximo de R$ 19 milhões. A Justiça estimou que o contador havia movimentado cerca de R$ 160 milhões.
Quem aplicou o dinheiro no esquema foi orientado a representar um advogado e se habilitar para receber parte dos recursos investidos. Foram ajuizadas mais de duas mil habilitações. 
Em 2010 foi feita a distribuição de R$ 18 milhões, o que deu valor próximo de 11% para cada aplicador.
Também em 2010, a Justiça pagou as ações trabalhistas de ex-funcionários e honorários advocatícios, algo em torno de R$ 600 mil. Esses valores foram pagos integralmente.
 
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