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Prado assina convênio de R$ 2,4 milhões para novo aterro
Depósito de lixo atual terá capacidade esgotada em fevereiro de 2018
Prado assina convênio de R$ 2,4 milhões para novo aterro
NOVA ÁREA - Terreno para o novo aterro foi doado pela Zilor e fica a 11 quilômetros da cidade (Foto: Divulgação)
O prefeito de Lençóis Paulista, Anderson Prado de Lima (Rede), e o secretário de Meio Ambiente, Claudemir Rocha Mio, o Tupã, estiveram ontem (14) no Palácio dos Bandeirantes para a assinatura de um convênio de R$ 2,4 milhões. O recurso virá através do Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FID), vinculado à Secretaria da Justiça e da Cidadania do Estado, para a construção de um novo aterro sanitário. O local que hoje recebe o lixo de Lençóis Paulista, localizado na região do distrito empresarial, está com a capacidade quase esgotada. A estimativa de vida útil do aterro é fevereiro de 2018. Atualmente, o município produz 1.110 toneladas de lixo por mês. Não estão contabilizados os materiais recolhidos pela Cooprelp (Cooperativa de Reciclagem de Lençóis Paulista).
A construção do novo aterro começou a ser viabilizada na gestão da ex-prefeita Bel Lorenzetti (PSDB), com apoio do então diretor de Meio Ambiente, Benedito Luiz Martins. O projeto foi protocolado em 2013 na Secretaria Estadual de Meio Ambiente e passou por diversas análises técnicas, decreto de desapropriação da área e licenciamento ambiental. A aprovação definitiva da área saiu em dezembro do ano passado, bem como o recurso de R$ 2,4 milhões, que só foi liberado este ano.
A área destinada para o novo aterro foi doada pela Zilor. O local tem 85 mil metros e fica a uma distância de 11 quilômetros da zona urbana, localizada em uma região rural conhecida como Boqueirão. Apenas o lixo doméstico será levado para a nova área. Materiais recicláveis, resíduos sólidos e da construção civil continuarão sendo destinados para as atuais usinas, localizadas na região do Distrito Empresarial.
A contrapartida da Prefeitura para a obra é de R$ 275 mil. Os recursos serão utilizados na implantação da infraestrutura (cercado, portaria, balança, sanitários) e também para a aplicação de uma espécie de manta. Isso impede que o chorume, gerado pela decomposição do lixo, contamine o solo e os lençóis freáticos. “O chorume é conduzido para um tanque e depois encaminhado para tratamento”, explica Tupã.
Ainda segundo o diretor de Meio Ambiente, a próxima etapa para implantação do aterro é a perfuração do solo, que é necessária para que saiba a profundidade, uma exigência da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) e que deve demorar cerca de 60 dias. Após isso, a obra já poderá ser licitada. 
O prefeito Prado de Lima comemorou a assinatura do convênio. “Nosso aterro tem previsão de suportar nossa demanda de produção de lixo até fevereiro. Até lá, um novo local precisa estar pronto para receber o lixo. Estamos em julho. Com o convênio sendo assinado agora, temos tempo para tomar as medidas cabíveis. A grande dificuldade de se viabilizar essa obra, é o valor do investimento. Como temos o aporte do Estado, fica mais fácil”, conclui. 
Novo aterro será o terceiro de Lençóis Paulista
O aterro que será construído na região do Boqueirão será o terceiro de Lençóis Paulista. O primeiro foi inaugurado em 1992. Depois outro aterro, que é o utilizado atualmente e que fica atrás da Usina de Reciclagem, no distrito Empresarial, foi iniciado em 2008 e deve ser desativado em 2018. 
As administrações municipais têm dificuldade em encontrar áreas que possam servir como destino final para o lixo doméstico. Isso porque não pode ficar próxima de aeroportos, ser muito próximas de casas na zona rural, obedecer uma distância mínima de nascentes, da área urbana, entre outros critérios. 
O dinheiro para a obra sairá do FID (Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos) que recebe recursos de ações civis públicas movidas pelo Ministério Público contra pessoas ou empresa que causaram dano ambiental. Esse dinheiro então é repassado justamente para projetos que promovam bem estar e também a conservação do meio ambiente. A secretaria recebe então projetos e seleciona os melhores para receber recursos. 
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