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Manezinho encerra série de entrevistas do Jornal O Eco
Presidente da Câmara de Lençóis diz que ideologias políticas não podem atrapalhar o trabalho pelo bem da cidade
Manezinho encerra série de entrevistas do Jornal O Eco
VOCAÇÃO - Depois que você entra e toma gosto pela política, é cada vez mais difícil de sair (Foto: Divulgação)

O presidente da Câmara de Lençóis Paulista, Manoel dos Santos Silva, o Manezinho (PSDB), encerra hoje (24) a série especial de entrevistas com os presidentes das Câmaras Municipais das cidades da área de circulação do Jornal O ECO. Em seu quinto mandato como vereador e ocupando pela primeira vez o cargo máximo do Legislativo, Manezinho falou de diversos assuntos e fez um balanço dos primeiros meses da nova legislatura. Confira abaixo os principais trechos da entrevista:

O ECO - O que te motivou a entrar para a política?
Manezinho - A vida pública é um fenômeno que conquista a gente. Todo mundo conhece meu jeito simples. Do meu jeito, gosto de ajudar as pessoas que me procuram com suas demandas e luto para ajudar de fato a resolver os problemas da nossa cidade e da nossa população. Estimulado por pessoas como o ex-prefeito Ideval Paccola, que sempre foi um grande amigo e conselheiro, saí candidato a vereador pela primeira vez e fui eleito. Depois que você entra e toma gosto pela política, é cada vez mais difícil de sair porque quem gosta de trabalhar tem oportunidade de trabalhar muito. Fazer política séria é se dedicar em ajudar a resolver problemas e isso dá muito trabalho. Quem gosta de trabalhar, entra e não sai mais. É o que me motivou a entrar e que continua a me motivar até hoje.
 
O ECO - Este ano você iniciou seu quinto mandato no Legislativo, mas foi eleito pela primeira vez para a presidência da Câmara. Como tem sido esta nova experiência?
Manezinho - A experiência faz a gente ganhar serenidade para lidar com as coisas boas e as fases difíceis da vida. Acredito que não era o momento de ser presidente antes, não era a vontade de Deus ter sido presidente antes. Sou uma pessoa de fé e aprendi a aceitar as derrotas da vida e a comemorar com discrição e muita alegria cada pequena vitória do dia a dia. A presidência da Câmara é uma oportunidade de realizar um trabalho sério na administração da Casa, de contribuir para a harmonia no Poder Legislativo e para que todos os vereadores possam realizar seu trabalho com tranquilidade. É também uma oportunidade de chegar mais longe na solução dos problemas da cidade. Não sou presidente por uma vaidade pessoal. Encaro essa missão como oportunidade de fazer mais e melhor pela nossa cidade. A presidência passa, o mandato passa. O que fica é o trabalho que a gente faz enquanto ocupa o cargo. Eu quero deixar um bom trabalho como legado.
 
O ECO - O que diferencia a atuação do Manezinho vereador para a do Manezinho presidente?
Manezinho - Muito pouco, quase nada. Continuo fazendo pedidos para os deputados, secretários de Estado, ministros e todo mundo que pode ajudar a liberar recursos para nossa cidade. Este ano mesmo, já conseguimos mais de R$ 1 milhão. Foi por que sou o presidente da Câmara? Acho que não. Foi porque apresentei pedidos coerentes com a necessidade da população e o governo não tem como dizer não quando a gente pede a coisa certa do jeito certo. O Manezinho não mudou quando virou vereador. E também não mudou porque foi eleito presidente da Câmara. Continuo conversando com as pessoas nas ruas, entendendo e resolvendo os problemas das pessoas e as demandas da cidade.
 
O ECO - Talvez você seja a figura política da cidade com melhor relacionamento no meio e acesso à Assembleia Legislativa e ao Congresso Nacional. A que você atribui essa proximidade com os deputados, senadores, secretários e até ministros?
Manezinho - Eu acredito que esse acesso seja resultado do meu jeitão simples. Porque nunca peço nada para mim, para resolver um problema pessoal. Sempre levo uma demanda da cidade, da população. E quem luta pelas causas da população tem que ser ouvido. Agora, tem uma coisa que veio do berço. Seu Heleno e dona Maria Quitéria (pai e mãe) me ensinaram a respeitar os outros, a pedir sempre com educação, a ouvir primeiro e falar depois. Falando a verdade e trabalhando pelo bem das pessoas a gente chega longe, sem desrespeitar ninguém.
 
O ECO - Até por conta desse bom relacionamento, você sempre foi reconhecido pelos próprios colegas do Legislativo como um dos vereadores mais atuantes na busca de recursos para o município. Esta continuará sendo sua maior ‘bandeira’?
Manezinho - É como eu dizia antes, gosto de trabalhar pelo bem das pessoas e da cidade. Minha bandeira é buscar recursos que ajudem nossa cidade a ficar cada vez melhor para todos os lençoenses. Quando consigo a liberação do asfalto de um bairro, aquilo faz bem para os moradores daquelas ruas e também para toda a vizinhança. Quando o recurso chega na conta do Hospital, todas as famílias lençoenses são beneficiadas porque sempre tem um familiar, um parente ou amigo internado, fazendo tratamento, realizando exames, etc. Ajudar as pessoas faz bem para gente mesmo. Posso dizer que sou uma pessoa feliz e realizada, porque faço com gosto aquilo que faz bem às pessoas.
 
O ECO - Estamos passando por uma grande crise política no país, com vários esquemas de corrupção sendo revelados. Como você avalia este momento?
Manezinho - Infelizmente, sempre tem o outro lado da moeda. A corrupção é nosso maior problema nacional. Se não fosse a ambição de alguns por terem mais dinheiro para si, haveria mais recursos para todos e todos seríamos mais felizes. Quem rouba dinheiro público está tirando de quem mais precisa. O preço para uns poucos morarem em mansões luxuosas é que muitos não têm onde morar, o que comer, onde tratar da saúde. Veja quanto é feito com o pouco de dinheiro que chega aos hospitais, às unidades de saúde, às escolas, creches, programas sociais. Poderia ser feito muito mais e beneficiar muito mais gente se na política brasileira não existisse essa praga chamada corrupção. É preciso combater a corrupção com toda a energia, com todo rigor da lei. O preço social da corrupção é muito alto e quem paga são os mais carentes. Uma injustiça! Às vezes o político honesto chega a ter vergonha de ser chamado de político, porque os corruptos enlamearam tudo.
 
O ECO - Você sempre foi um vereador de situação. Desde 2001, quando iniciou seu primeiro mandato, a cidade foi governada pelo PSDB. Com a derrota do candidato José Antonio Marise nas eleições do ano passado você vive um momento diferente neste ano, pela primeira vez na oposição. Porém, quem acompanha a política local pode perceber que tem havido um entendimento ‘fora do comum’ até aqui. A que você atribui isso? A ideia de governo de coalizão proposta pelo Executivo também te agrada?
Manezinho - A gente busca sempre a harmonia. Com respeito e com independência, mas com harmonia. O eleitor fez a sua escolha e o período eleitoral acabou ali, no dia da eleição. Dia seguinte foi dia de trabalho porque a vida continua depois do resultado nas urnas. Quem foi eleito tem a obrigação de trabalhar pelo bem da cidade. Não importa quem está no cargo de prefeito, quem foi eleito vereador, quem está na presidência da Câmara. Todo mundo tem que dar as mãos e trabalhar pelo bem da cidade. Fizemos parte do governo junto com ex-prefeito Marise, com a ex-prefeita Bel e eles deixaram sua marca na história porque trabalharam pelo bem da cidade. Quero ser lembrado como um político que trabalhou pelo bem das pessoas sem olhar para questões partidárias. De ideologia política a gente trata no período da eleição. Depois da eleição, é hora de honrar o mandato que o eleitor nos conferiu e mãos à obra.
 
O ECO - Sua proximidade com o prefeito Anderson Prado de Lima (Rede) desde que ambos assumiram seus cargos é algo público e notório. Ambos têm trabalhado em conjunto em diversas oportunidades, como na viabilização da vinda dos Jogos Regionais para a cidade, por exemplo. Muitos estão vendo isso com bons olhos e avaliando que a coalizão é, de fato, o melhor para Lençóis; outros acreditam que é preciso que haja uma oposição mais ‘enérgica’, questionadora. Qual o posicionamento do seu partido?
Manezinho - É como eu disse, em harmonia e com independência sempre. Naquilo em que a atual administração estiver imbuída de bons propósitos, conte com a nossa força e nosso apoio. Se houver algo que não esteja em conformidade com a lei ou com o interesse público, estaremos lá, vigilantes como sempre. Não foi diferente com o ex-prefeito Marise e a ex-prefeita Bel só porque somos do mesmo grupo político. Discordamos em muitos aspectos nos governos passados. E levantamos juntos a mesma bandeira toda vez que o interesse da população foi buscado. Na verdade, não mudei em nada o meu jeito de pensar. Eu realmente acredito que juntos podemos mais, que unindo forças chegamos mais longe. No que for bom para a população, estamos juntos. A campanha eleitoral acabou e nosso compromisso é trabalhar pela cidade, honrar o mandato.
 
O ECO - Como você avalia a atuação da Câmara até aqui?
Manezinho - Eu gosto do clima da atual Câmara. São vários vereadores em primeiro mandato e a gente vai mostrando os caminhos que conhece para que eles possam andar sozinhos também, realizar seus projetos, trabalhar pela cidade. Os vereadores mais experientes vão emprestando sua experiência e todos crescem em uma troca respeitosa, produtiva. O clima de guerra não é bom para ninguém, não soma nada. Aliás, a guerra destrói e a paz constrói. Estamos, dia a dia, construindo a Lençóis que desejamos deixar para que os nossos filhos e netos, para as próximas gerações de políticos, de empresários, de médicos, de professores, de mães, pais e filhos, de cidadãos tenham uma cidade em paz para viver bem. Eles vão colher os frutos que estamos plantando hoje e é nosso compromisso escolher bem a semente que vamos plantar. Avalio que a atual Câmara está empenhada em escolher bons projetos, em realizar coisas boas para a Lençóis Paulista de hoje e do futuro.
 
O ECO - Todos sabem de seu sonho de um dia ser prefeito de Lençóis Paulista. 2020 será o ano do Manezinho?
Manezinho - O tempo certo das coisas pertence a Deus. Como todo político, eu tenho sonhos de seguir na carreira. Mas não coloco data porque se não realizar, o sonho sai do prazo de validade. Até porque ser prefeito, vereador, deputado, senador, governador, presidente não depende só da pessoa. O fiel da balança é o eleitor. Não adianta o Manezinho, o José, o Paulo, o Pedro ou a Maria quererem ser prefeito se o eleitor não quiser que eles sejam. Essa escolha é só do eleitor, ele tem esse poder e eu respeito muito isso.
 
O ECO - Qual a mensagem você deixa para a população lençoense?
Manezinho - EM primeiro lugar, Deus à frente de tudo. Se tudo posso naquele que me fortalece, esse poder tem que ter uma razão de ser. E essa razão não pode ser egoísta, tem que ser coletiva, tem que ser para o bem comum. Se é para o bem comum, a gente se une e junta forças para atingir os objetivos. Então, juntos podemos mais. Veja que é o mesmo poder: tudo posso naquele que me fortalece, mas juntos podemos mais. Manezinho sozinho não faz nada, é preciso que façamos as coisas juntos para dar certo e ser bom para todos. Agradeço a oportunidade e deixo um abraço a todos os leitores do ECO.
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