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Um lençoense de Portugal
Com 84 anos e vivendo há 60 em Lençóis, “seo” Joaquim diz que não troca a cidade por nada
Um lençoense de Portugal
DESTINO - “Seo” Joaquim se apaixonou por uma lençoense e nunca mais foi embora - Foto: Divulgação
No dia 8 de fevereiro de 1957 o navio Vera Cruz partia de Lisboa, capital de Portugal, com destino ao porto de Santos, no litoral do estado de São Paulo. Transportava carga e inúmeros passageiros, mas também carregava consigo diversos sonhos, planos e histórias.
Uma delas a de Joaquim da Silva Cristóvão, na época um jovem de 24 e hoje um senhor de 84 anos, que estava lá, como muitos, buscando novos horizontes no país que ele acreditava ser um dos mais bonitos e melhores para se morar, o que, depois de 15 dias de viagem, teve a oportunidade de comprovar.
“Seo” Joaquim lembra que passou apenas um dia na grande São Paulo e partiu para o estado do Paraná, mais especificamente para a cidade de Londrina, onde acabou vivendo por alguns anos.
Vivia bem onde estava e nem imaginava que uma simples viagem a passeio para uma pequena cidade do interior do estado vizinho mudaria o rumo de sua vida para sempre. Veio para Lençóis Paulista apenas para acompanhar o casamento de um irmão que havia se encantado por uma lençoense, mas acabou seguindo o mesmo caminho, quando conheceu a jovem Adélia Trecenti, com quem viria a se casar e constituir família.
O português, que depois do matrimônio chegou na cidade em outubro de 1965, conta que por muito tempo tocou uma loja de ferramentas em frente à sua casa, na Avenida Nove de Julho. Se orgulha em dizer que sempre valorizou seus funcionários. “Lençóis Paulista é uma cidade que dá oportunidade de trabalho para quem quer trabalhar, aqui só não trabalha quem não quer. Eu toquei a loja por 32 anos, o empregado entrava ali e só saía se pedisse a conta, porque eu não mandava embora”, explica.
 Com o sotaque lusitano ainda muito presente, diz que quando veio para Lençóis ficava admirado com o fato de as empresas ficarem com as portas abertas, sem medo de roubos, como acontecia em Londrina. Não teve dúvidas que aqui seria o melhor lugar para viver. Com sua esposa, já falecida, teve um casal de filhos e hoje também tem um casal de netos. “Meu filho não quer casar e minha filha casou e tem dois filhos, um menino de 19 e uma menina de 16 anos”, descreve.
Sobre voltar à terra de onde veio, ele é categórico, “Olha, eu sou de uma opinião assim: eu adoro o Brasil, gosto do Brasil e pronto, acabou. Já fui várias vezes para Portugal, mas vou lá só para passear, para morar, eu moro aqui”, destaca “seo” Joaquim, que finaliza reafirmando a ligação forte om a cidade. “Sou apaixonado por Lençóis, não a troco ela por nada. Você não encontrará ninguém que fala tão bem de Lençóis como eu”, exclama.
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