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Um ‘causo’ de amor com Lençóis
Violeiro e defensor da cultura caipira, Divino Moura chegou à cidade em 1982 para nunca mais sair
Um ‘causo’ de amor com Lençóis
VIOLA E CAUSOS - Divino Moura se apaixonou por Lençóis Paulista quando ainda era adolescente - Foto: Divulgação
Divino Moura é uma figura carismática e simpática que, apesar de não ter nascido em Lençóis Paulista, representa a alegria do povo lençoense. O violeiro aposentado, de 72 anos, chegou aqui em 1982, depois de morar em diversas cidades e estados, e se apaixonou pelo município e o escolheu para viver e criar os filhos.
“Seo” Divino é paulista, mas ao falar de sua origem diz que se considera quase mineiro. Nascido em Divinolândia, município localizado no extremo norte do estado de São Paulo, na divisa com a cidade mineira de Poços de Caldas, ele costuma brincar dizendo que viveu às costas do Cristo Redentor, um dos principais pontos turísticos do município de Minas Gerais.
O violeiro conta que saiu de sua cidade-natal, com a família, quando tinha uns 17 anos. Sempre que recorda, arranca risos de que ouve. “A história é até engraçada. A gente estava até bem de vida lá. Meu irmão levou um homem de Areiópolis para casa. Esse homem falou que por aqui se juntava dinheiro no rodo. Mas era o rodo de rastelar café. Meu pai e meu irmão pensaram que era só pegar o rodo e ir juntando o dinheiro. Foi assim que a gente veio para cá. E era tudo diferente. A vida era mais difícil que Divinolândia”, destaca. 
Antes de se estabelecer em Lençóis, morou em São Manuel e Barra Bonita. Mesmo antes de se mudar para cá, já tinha se encantado pelo município. Divino e Lençóis Paulista são um caso de amor imediato. “Eu passei por Lençóis Paulista, pela primeira vez, em 1963. Era mocinho novo nessa época. Estava indo trabalhar no Paraná. Gostei daqui. Desde aquela época tive vontade de morar aqui. É a cidade que mais amo. Lençóis marcou bastante minha vida”, ressalta.
A esposa Maria Helena, também era mineira, de Três Pontas, mas se conheceram no interior paulista. A união resultou em quatro filhos e 13 netos. Infelizmente, Maria Helena faleceu há 21 anos. Para a terra natal, ele só retornou umas duas vezes. 
A família fixou residência no Núcleo Luiz Zillo. Divino se aposentou trabalhando em empresas da cidade. Mais que isso, fez muitos amigos, de prosa e viola. Na sua casa, sempre tem a presença de algum conhecido do bairro ou dos grupos musicais. 
Atualmente, faz dupla com um rapaz de 20 anos, o Elson. Além disso é um dos fundadores da Orquestra Boca do Sertão. Também ajudou a resgatar a tradição da Folia de Reis em Lençóis Paulista. Para completar, ainda é um ótimo contador de ‘causos’, a maioria de assombração e tendo ele próprio como protagonista. Muitas dessas histórias são extraordinárias, mas ele jura que são verdade. Afinal: “mineiro não mente”. 
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