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Médica Cubana encontrou o amor em Lençóis
Carmem chegou há três anos por meio do Programa Mais Médicos
Médica Cubana encontrou o amor em Lençóis
ALMA LATINA - Carmen, natural de Cuba, está em Lençóis Paulista há três e quer permanecer - Foto: Arquivo Pessoal
O Programa Mais Médicos, que propõe o intercâmbio de profissionais da área vindos de Cuba, proporcionou o contato com um povo e uma cultura desconhecidos para boa parte dos brasileiros. 
Lençóis Paulista, há exatamente três anos, recebeu três profissionais vindas de Cuba. Uma dessas médicas, Carmem Rosa Garcia Ballester Sena - o último sobrenome ela recebeu do marido Marcos Paulo, que conheceu aqui em Lençóis - iniciou uma história de sucesso profissional e envolvimento pessoal na cidade. 
Inicialmente, o contrato do trabalho entre profissionais vindos do exterior e o governo brasileiro é de três anos, mas Carmen já confirmou que quer a renovação e deve ficar por, no mínimo, mais três. 
Carmem nasceu na cidade de Manzanillo, na província de Granma. Aos 31 anos de idade, o Brasil já é o segundo país do exterior que reside a trabalho. Ela já havia vivido na Venezuela, por quase três anos, num programa semelhante ao Mais Médicos antes de se aventurar por terras tupiniquins. 
Ela chegou em Lençóis Paulista no dia 15 de abril de 2014. Assim como as outras duas parceiras do programa, Arelis Del Carmen Urbano Garcia e Deilys Cardenas Lugones, se tornaram conhecidas nas comunidades onde atuam.
“A dificuldade que houve, no início, acho que foi por conta da língua. Ainda não falo perfeitamente o português, mas fui me esforçando, estudando. Eu entendo muito bem meus pacientes, sempre os entendi. A questão seria eles me entenderem. As doenças são iguais em Cuba, na Venezuela e aqui, no geral. Meu país tem um alto reconhecimento internacional na saúde básica, e também em especialidades. Sabemos como chegar até o paciente na área básica, como falar, como identificar o que ele precisa”, resume. 
A maior dificuldade para um cubano que chega ao Brasil, quem diria, pode ser o frio. Carmen conta que não viu diferenças extremas na culinária, mas se assustou com as temperaturas do outono/inverno no estado de São Paulo. Antes de vir para Lençóis, ela passou cerca de um mês no Ceará (Fortaleza). “As comidas brasileiras são muito parecidas com as de Cuba. Feijão, arroz. No Nordeste eles fazem um tipo de arroz que é muito comum em Cuba. Em São Paulo, só senti diferença no tempero. Agora o clima é frio demais. Nós chegamos no mês de abril, depois começou o frio. Nunca tinha sentido frio desse jeito. E aquele ano teve um inverno rigoroso”, lembra.
O marido Marcos Paulo Sena Santos Ballester, que é de Fortaleza e também se mudou para Lençóis, ela conheceu há cerca de oito meses. Antes disso, já havia conquistado muitos amigos em Lençóis. “Conheci ele por causa de um amigo em comum. Depois começou aquela conversa no Facebook”, brinca. Em fevereiro ocorreu o casamento. 
Carmen acredita que o diferencial de Lençóis está na simplicidade da vida no interior. “Se for comparar Lençóis com outras cidades do Brasil, tive a oportunidade de conhecer São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, que são três grandes centros, acho que é mais tranquila, com um povo mais sossegado, mais tradicional. Tive uma adaptação muito tranquila. Fiz amigos, fui acolhida”, finaliza.
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