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29 anos de amor incondicional
Vindos do Chile, Gilda e Roberto se dizem apaixonados por Lençóis
29 anos de amor incondicional
CORAÇÃO DIVIDIDO - Casal Gilda e Roberto escolheu Lençóis para viver e divide o amor entre o Brasil e o Chile - Foto: Arquivo O ECO
A estadia era para ser provisória, apenas por dois anos, mas os chilenos Gilda Mac-Lean Meneses e Roberto Bustos Peredo, que em abril de 1988 chegaram a Lençóis Paulista atraídos por uma proposta de trabalho, acabaram fincando suas raízes na cidade, que, depois de quase três décadas, chamam de segunda terra natal.
Gilda, hoje com 66 anos, é natural de Viña del Mar, no litoral chileno; Roberto, de 65 anos, nasceu na capital, Santiago. Quando se mudou para o Brasil, o casal, junto há 43 anos, vivia na pacata Quilpué, localizada há cerca de 15 quilômetros da costa do Oceano Pacífico. Era lá que os dois ganhavam a vida; ela dando aulas em uma escola da cidade e ele trabalhando na Companhia Chilena de Tabacos.
A experiência do marido na área de manutenção industrial colocou no caminho da família a oportunidade de mudar de ares. Roberto recebeu uma boa proposta para prestar serviço na recém-inaugurada Lwarcel e os dois não pensaram duas vezes. Partiram para Lençóis Paulista com os dois filhos pequenos: Priscilla, de quatro anos, e Felipe, de dois.
Gilda revela que a adaptação não foi tão complicada quanto imaginava e que logo se apaixonou por Lençóis, mas também lembra que passou momentos difíceis, quando, depois de dois anos e meio vivendo na cidade, o contrato com a empresa lençoense chegou ao fim e o marido decidiu aceitar outras propostas.
“Por conta do trabalho do meu marido moramos por três meses em Andradina, um ano em Araraquara e mais um ano em Pindamonhangaba, mas eu não consegui me adaptar em nenhum desses lugares. Não me sentia bem. Foi aí que decidimos voltar para Lençóis”, recorda a chilena.
Assim fizeram e daqui nunca mais saíram. Uma vez, depois de sete anos morando no Brasil, chegaram a planejar a volta ao Chile, mas o destino quis que eles permanecessem. “Estávamos com tudo pronto para voltar. Tínhamos até ido para lá (Chile) para procurar casa, escola para as crianças, mas, assim que retornamos para arrumar a mudança, várias portas se abriram para nós aqui”, comenta.
Foi nessa época que Gilda, já com os filhos um pouco maiores e totalmente habituados ao novo país, deixou a vida de dona de casa para trabalhar fora dando aulas de espanhol em escolas da cidade, atividade que mantém há 21 anos. Roberto, por sua vez, depois de trabalhar em diversas empresas locais, está aposentado.
Hoje, sair Lençóis nem passa pela cabeça da família, apesar da falta que sentem dos parentes que ficaram para traz. Para minimizar a saudade, eles procuram preservar e compartilhar com os amigos sua cultura, organizando todos os anos excursões para país natal. Mas o melhor das viagens, segundo Gilda, é sempre a volta para casa, como diz emocionada.
“É aqui que escolhemos viver. Eu vou para o Chile visitar minha família e quero logo voltar. Vocês são um povo muito acolhedor e Lençóis se tornou minha segunda cidade-natal. Sinto um carinho muito especial por esta cidade. Aqui eu me sinto em casa. Às vezes nos sentimos mais lençoenses do que chilenos”, ressalta Gilda.
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