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“Daqui só saio quando Deus quiser me levar”, diz Baixinho
Cearense, que vive na cidade há 23 anos, ganha a vida com um bar na Nova Lençóis
“Daqui só saio quando Deus quiser me levar”, diz Baixinho
PÉ-DE-MEIA - Baixinho diz que em Lençóis conseguiu tudo que tem com muita luta e trabalho - Foto: Gabriel Cochi
Francisco Bastos de Oliveira, mais conhecido como Baixinho, é um simpático nordestino que tem como principal característica o amor inabalável por Lençóis Paulista, cidade que o acolheu há cerca de 23 anos. Cearense de Juazeiro do Norte e conterrâneo de padre Cícero, Baixinho, de 67 anos, é um cara com muita história para contar, afinal, não é para menos, já que rodou boa parte do Brasil.
Tanto que perdeu até as contas das cidades por onde passou, se lembra apenas que a vida nunca foi fácil, mas que desde cedo enfrentou as dificuldades com muito trabalho e, o mais importante, sempre fazendo muitos amigos por onde passou. Nunca teve parada, mas sua vida de andanças chegou ao fim no momento em colocou os pés pela primeira vez em Lençóis Paulista, cidade que se tornou seu porto seguro.
Sua história com a cidade não surgiu ao acaso. Baixinho conta que tinha dois irmãos que já moravam por aqui quando resolveu se mudar também, atendendo a um pedido da mãe. “Meu povo estava aqui, eu tinha meus irmãos aqui, aí eu vim para ficar perto deles, foi um pedido de mamãe que eu atendi”, conta o cearense.
Antes, porém, passou por várias cidades e exerceu várias atividades. Foi vendedor ambulante, em Presidente Prudente, garçom, em Limeira, entre uma porção de outras coisas. Mas foi aqui, em Lençóis, que encontrou as condições mais favoráveis para se fixar. Há alguns anos é comerciante e mantém um “botequinho” muito frequentado no Jardim das Nações.
Nada que vá deixa-lo rico algum dia, mas o suficiente para “fazer um pé-de-meia”, como ele mesmo define. Foi dali que ele conseguiu o dinheiro para comprar sua casa, que fica nos fundos do próprio bar, e também é de lá que até hoje ele tira o seu sustento. Mesmo nos tempos difíceis, com seu jeito simpático e cativo, sempre consegue atrair mais clientes.
Além das inúmeras amizades que conquistou em todos esses anos contando e ouvindo as mais peculiares histórias atrás do balcão, Baixinho diz que, Lençóis lhe abriu muitas portas e lhe ajudou a chegar onde chegou. Para ele, não existe lugar melhor para se viver e, apesar dos muitos percalços encontrados pelo caminho, viver fora daqui nunca foi uma opção desde o dia em que chegou.
Vim para cá sabendo que tinha que batalhar muito para sobreviver. Mas eu sempre tive coragem de trabalhar, não tenho medo da vida. Se desanimar, fica pior. Então, a gente vai batalhando. Vivo muito contente aqui e daqui só saio quando Deus quiser me levar”, finaliza.
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