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“Cariopira” da gema
Nascido e criado na Vila Isabel, Hilton Rodrigues se casou com uma lençoense e escolheu a cidade para viver
“Cariopira” da gema
FAMÍLIA - A sobrinha Tati, o filho Fábio e a nora Lívia; sentados, o filho Renan, a esposa Cecília, Hilton e a filha Laila - Foto: Arquivo Pessoal
Hilton Rodrigues Alves Junior, de 60 anos, é um bom exemplo do magnetismo que Lençóis Paulista parece exercer sobre algumas pessoas que vêm de fora. Nascido e criado na Vila Isabel, na capital fluminense, o carioca teve os primeiros contatos com a cidade na década de 1970, quando, ainda adolescente, começou a passar as férias no sítio de um tio.
Se encantou pela cidade logo de início e nunca mais se afastou. Além das inúmeras amizades que fez, foi aqui que conheceu e se apaixonou pela lençoense Maria Cecília Ciccone, com quem acabou se casando anos mais tarde. Se fixar em Lençóis sempre esteve em seus planos, mas ele lembra que, mesmo depois do casamento, em 1981, ainda demoraria seis anos até que ele conseguisse se mudar definitivamente.
Na época, ele trabalhava no antigo BNH (Banco Nacional de Habitação) e havia sido transferido para São Paulo, mas, mesmo odiando a vida caótica que levava na capital paulista, não podia se dar ao luxo de abrir mão do bom emprego. O mesmo acontecia com a esposa, que era funcionária da extinta Nossa Caixa Nosso Banco e não tinha como se mudar para São Paulo.
As circunstâncias fizeram que por um longo período, o casal ficasse se vendo apenas aos finais de semana, mesmo após o nascimento dos três filhos, Fábio, de 35 anos, Renan, de 33, e Laila, de 31. Depois de um tempo eles até tentaram viver juntos em São Paulo, mas a rotina complicada e corrida fez a família novamente se separar, quando decidiram que a esposa e os filhos voltariam para Lençóis.
Tudo começou a mudar em 1986, com o fechamento do BNH e a incorporação dos funcionários pela Caixa Econômica Federal. “No início eu fiquei apreensivo, afinal eu iria perder o emprego, mas foi a melhor coisa que me aconteceu, porque fomos transferidos para a Caixa e no ano seguinte surgiu a oportunidade de vir trabalhar em Bauru, o que me possibilitou a mudança para Lençóis”, recorda.
Hoje, depois de 30 anos morando na cidade, Hilton diz acreditar nos potenciais do município e, por isso, está sempre engajado nas causas em prol da comunidade. “Lençóis é a cidade das oportunidades. Aqui qualquer pessoa pode fazer alguma coisa legal para a comunidade. O espírito de comunidade é uma coisa que você não consegue ver em São Paulo ou no Rio de Janeiro, por exemplo. Eu sempre brinco com meus amigos, dizendo que aqui eu existo. Aqui você é uma pessoa, lá você só é apenas mais um”, ressalta.
Recém-aposentado, ele tem participação ativa na sociedade e, atualmente, além de presidir Alic (Associação Lençoense de Incentivo à Cultura), entidade responsável pelo projeto que resultou na construção do Teatro Municipal Adélia Lorenzetti, é membro da maçonaria, integrante do Conselho Municipal de Turismo e coralista no Coral Zillo Lorenzetti.
Questionado sobre a possibilidade de um dia se mudar daqui, ele é enfático ao dizer que nem pensa nisso e que já se considera um “cariopira”. “Lençóis é o lugar que eu escolhi para viver. É o lugar onde me sinto bem, é onde as pessoas me fazem bem e onde eu fui muito bem recebido. Tenho uma gratidão imensa por esta cidade. Foi aqui que eu construí a minha família e é aqui que eu quero viver pelo resto da minha vida”, finaliza. 
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