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Cagarete é expulso do PSDB por ocupar cargo no governo Prado de Lima
Decisão foi tomada pelo Diretório Municipal por 14 votos a nove; vereador licenciado vai recorrer da decisão
Cagarete é expulso do PSDB por ocupar cargo no governo Prado de Lima
SEM CHÃO - Cagarete vê como injusta decisão do partido - Foto: Arquivo/OECO
O vereador licenciado, André Paccola Sasso, o Cagarete, não é mais do PSDB. O atual diretor de Desenvolvimento, Geração de Emprego e Renda (DDGER) do município foi expulso do partido, que tem como presidente o ex-prefeito José Antonio Marise, adversário derrotado pelo atual prefeito Anderson Prado de Lima (Rede) nas eleições do ano passado.
O processo que culminou na decisão tinha sido iniciado em janeiro, depois que o agora ex-tucano se licenciou da cadeira no Legislativo para assumir o cargo de confiança a convite da nova administração. O desfecho - na esfera municipal - do caso, porém, se deu na última terça-feira (18), quando os 24 membros do Diretório Municipal que compareceram à reunião convocada pela Comissão Executiva do partido decidiram, por 14 votos a nove (um voto foi em branco), seguir o parecer elaborado pela Comissão de Ética e Disciplina, determinando a expulsão.
Sobre o rompimento litigioso com o partido pelo qual disputou e venceu as duas últimas eleições - em 2016 foi o mais votado da legenda com 857 votos -, Cagarete disse ter perdido o chão. Foi enfático ao destacar que não concorda com a decisão por estar convicto que nunca deixou de honrar as ideologias do partido, do qual, segundo ele, sempre foi defensor em todas as esferas, principalmente na Câmara Municipal, onde já havia exercido o cargo de vereador entre 2013 e 2016.
“Me sinto totalmente traído, decepcionado, usado, perseguido por uma decisão que eu tomei somente em favor da população, que é trabalhar. Eu fui eleito para trabalhar pela população e fui convidado (para assumir o cargo) e estou trabalhando da melhor forma possível”, desabafa Cagarete. “Você sente que tudo que você fez, construiu e tentou agregar para o partido nunca teve valor nenhum”, completa.
Em relação ao fato de ter aceitado integrar o governo da qual seu partido foi adversário nas eleições, disse que desde o momento em que recebeu o convite para assumir a DDGER (em meados de novembro) procurou pelas lideranças do partido e que no dia 5 de dezembro formalizou o pedido, porém, afirma que obteve a resposta com a negativa apenas no dia 5 de janeiro, quando já havia, inclusive, tomado posse do cargo.
Agora, inconformado com a expulsão, Sasso disse que não irá desistir e que deve recorrer no Diretório Estadual do PSDB. “Até para ter um julgamento imparcial, com gente que não tem interesse direto e até para não ficar esse dissabor aqui. É uma situação constrangedora. Você estar lá no meio das pessoas que você conviveu, muitos amigos, gente que a gente tem carinho. É desnecessária essa situação. Estou expulso do partido, mas não estou. Enquanto tiver recurso eu vou atrás”, finaliza.
 
“Era o único caminho”, diz Marise
Em resposta aos questionamentos feitos por e-mail pela reportagem do Jornal O ECO, o ex-prefeito José Antonio Marise, presidente do Diretório Municipal do PSDB, disse que o processo aberto na Comissão de Ética e Disciplina, que resultou na expulsão de Cagarete, foi conduzido de acordo com as regras que regem o estatuto do partido.
Em um dos trechos da resposta, afirma que “Cagarete aceitou o cargo e aí cometeu uma infração prevista no Código de Ética do Partido, Art. 11, inciso XI, que prevê a pena de expulsão e cancelamento da filiação partidária para o eleito para cargo legislativo que praticar ação contrária às deliberações partidárias, o Estatuto e o Programa do PSDB”. O trecho se refere a um fechamento de questão da Executiva do partido, que decidiu que faria oposição a Prado de Lima.
Questionado se esse teria, de fato, sido o melhor caminho e se isso não poderia trazer reflexos negativos ao PSDB, Marise respondeu que “Era o único caminho uma vez que houve a infringência de uma disposição estatutária muito clara e, além disso, o Partido já havia se posicionado com relação ao atual governo. Uma coisa precisa ser dita. O Cagarete foi eleito pelo partido, se valeu da estrutura do partido, recebeu votos para ser vereador e não diretor. Assim, no momento em que se esquece de tudo isso ele deve assumir a responsabilidade por sua decisão, não pode pretender que o partido assuma essa responsabilidade no lugar dele”
Quanto a votação equilibrada no processo que resultou na expulsão de Cagarete, Marise disse que isso “Representa que o processo decisório foi feito de forma democrática, com ampla possibilidade de defesa, com total liberdade para manifestação de opiniões. Nós cumprimos e fizemos cumprir a lei”.
Sobre uma possível reviravolta com o andamento dos recursos, o presidente do partido se posicionou da seguinte forma: “O relatório elaborado pela Comissão de Ética e aprovado na reunião está baseado em fatos e documentos e encontra total respaldo e embasamento no Estatuto e Código de Ética por isso não vejo como ocorrer uma reviravolta. A única possibilidade seria uma falha processual, agora, com relação aos fatos não há o que contestar’
Questionado sobre o futuro do PSDB em Lençóis Paulista, o tucano finalizou. “[...] nós não queremos o mal para o nosso município, por isso seremos uma oposição séria, responsável e propositiva. Sempre trabalhamos para o bem da cidade e vamos continuar a fazer isso”. 
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