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Peguei uma prefeitura sem dívidas, mas sem potencial de investimento
Chefe do Executivo aposta no programa de recuperação fiscal para cumprir com programa de governo
Peguei uma prefeitura sem dívidas, mas sem potencial de investimento
SATISFEITO - Prado de Lima avalia como positivo seus primeiros meses de governo (Foto: Divulgação)
Seguindo com a série de entrevistas com os prefeitos eleitos em outubro do ano passado nas seis cidades de sua área de circulação, o Jornal O ECO publica hoje (1º) a entrevista concedida pelo prefeito de Lençóis Paulista, Anderson Prado de Lima (Rede), que falou sobre diversos assuntos e fez um balanço de seus três primeiros meses no comando do Poder Executivo local. Confira abaixo os principais trechos da entrevista realizada em seu gabinete.
O ECO - No início de governo você anunciou uma reforma administrativa que representaria uma economia de R$ 500 mil ao ano e de R$ 2 milhões no mandato. O que mais tem sido feito nesse sentido?
Prado de Lima - Além disso, fizemos pequenos ajustes que resultaram em uma sobra de R$ 100 mil mensais na folha de pagamento, em relação ao ano anterior. Essa economia possibilitou que nós pudéssemos dar uma revisão inflacionária de 7%, onde 4,76% corresponde a inflação apurada no período da data-base da prefeitura que é em março e 2,24% que corresponde a um aumento real.
O ECO - Como sua equipe de governo chegou a esse percentual de aumento?
Prado de Lima - Nos comprometemos a pagar a defasagem inflacionária da última gestão, que corresponde a 8,05%. Vamos criar condições orçamentárias para isso durante os quatro anos de mandato. O primeiro aporte foi o aumento real de 2,24%, que está dentro do que a prefeitura pode suportar no seu limite prudencial. Ainda assim, temos uma folga na nossa folha de pagamento que vai nos possibilitar, até na metade do ano, preencher alguns cargos através de concursos públicos, que são cruciais para o desenvolvimento de nosso plano de governo.
O ECO - O que você irá fazer para cumprir o prometido? Ainda é possível ‘enxugar’ os gastos da máquina administrativa?
Prado de Lima - Hoje, todas as diretorias, exceto a Saúde, têm o compromisso de economizar 10%, dentro da proposta orçamentária ainda elaborada pelo governo anterior. Estamos readequando, economizando e fazendo o dever de casa para que a máquina pública otimize os seus recursos.
O ECO - Além da troca no comando da Diretoria de Saúde e, mais recentemente, a questão da Ocas (Organização Cristã de Ação Social), antecipada na semana passada pelo ECO, o que você acredita que precisa ser mudado com mais urgência para atender as necessidades da população?
Prado de Lima - É desumano que haja filas em Unidades Básicas de Saúde às 3h da manhã. Esse talvez seja o pior problema. Iremos extinguir essa questão contratando médicos. Estamos fazendo a lição de casa, mas não podemos dar o passo maior do que a perna. Vamos até o meio do ano resolver essas questões. Vamos otimizar a saúde a partir do momento que continuarmos otimizando nossos recursos.
O ECO - Você também teve problemas na Educação, com mães reclamando da falta de vagas na educação infantil. Isso já foi solucionado?
Prado de Lima - Não houve falta de vaga, mas de demanda. Só podemos abrir uma classe com um número determinado de alunos. Era preciso que se somasse duas classes para que se abrisse uma que atendesse a demanda legal. É que, infelizmente, às vezes um pai ou uma mãe precisa se deslocar um pouco mais para que a gente atenda a demanda. Em nenhum momento Lençóis negou vaga ou não atendeu a demanda. Nós somos absolutamente legalistas. Criança tem vaga na escola.
O ECO - E nas creches? Existe uma fila de espera e você tem uma creche inacabada. O que precisa ser feito para atender totalmente a demanda?
Prado de Lima - Devemos inaugurar a creche do Jardim Grajaú ainda no primeiro semestre e ela deve zerar a fila por vagas, que é pequena.
O ECO - Em relação ao auxílio-transporte, muitos estudantes reclamam que foram prejudicados pelas novas regras. Você avalia que as mudanças, de fato, beneficiaram a maioria? Existem pontos que você acredita que precisarão ser revistos para 2018?
Prado de Lima - Auxílio-transporte é um benefício, não é um direito. No ano passado nós tivemos um orçamento de R$ 600 mil para essa demanda e essa verba hoje é de R$ 1 milhão. Fechamos com um número superior de alunos atendidos e cerca de 15% vai receber 100% de auxílio-transporte. Se no ano que vem nós precisarmos mudar a lei para melhorar eu não vejo problema algum. O que eu não posso, enquanto gestor, é comprometer a saúde financeira de um município. As pessoas que receberão os 100% são pessoas que realmente precisam do auxílio. 
O ECO - E na área esportiva? Dois ginásios que já deveriam ter sido entregues, na Adefilp (Associação dos Deficientes Físicos de Lençóis Paulista) e no Jardim América, tiveram problemas com a liberação de recursos por parte do Governo Federal. Como está a situação?
Prado de Lima - Está absolutamente igual. Os convênios continuam parados. Uma construtora devolveu a obra porque o preço está alinhado em 2012. O município não tem condições de aportar R$ 500 mil em cada um desses ginásios para terminar as obras. Temos demandas mais urgentes. A hora que nós sanarmos essas demandas iremos começar a observar outros problemas.
O ECO - Quais demandas?
Prado de Lima - Como a de Alfredo Guedes, que tem um conjunto habitacional que precisa ser entregue. O governo anterior não considerou no projeto as galerias pluviais e agora precisaremos ‘rasgar’ uma vila inteira para conseguir entregar as casas, o que vai custar entre R$ 800 e R$ 1 milhão aos cofres públicos.
O ECO - Falando em conjunto habitacional, e as casas do Jardim Ibaté?
Prado de Lima - Essas casas precisavam ser entregues em fevereiro. Fomos até a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) e conseguimos uma prorrogação de prazo por mais seis meses. Precisamos resolver esse problema este ano. Contamos com a boa vontade da CDHU e também das empresas que precisam terminar as casas.
O ECO - Ainda falando de obras, o que mais está sendo tratado como prioridade?
Prado de Lima - Temos a demanda da rodoviária. Todo o recurso do Estado já foi utilizado e para cumprir os prazos precisamos entregá-la até o final do ano, mas precisaremos investir entre R$ 1,2 milhão e R$ 1,5 milhão. Temos ainda a própria creche do Jardim Grajaú e obras que não foram contempladas na projeção orçamentária e estamos tendo que ‘nos virar nos 30’ para conseguir terminá-las este ano. Estamos trabalhando com bastante cautela. Ao contrário do que foi dito pelo governo que me antecede, não há R$ 25 milhões para serem usados ao meu bel-prazer. Peguei uma prefeitura sem dívidas, mas sem potencial de investimento. 
O ECO - Nesse sentido, qual a importância do programa de Recuperação Fiscal que você batizou de “Super Saldão”?
Prado de Lima - Temos uma dívida ativa de R$ 110 milhões, não é pouco dinheiro. Se nós recebêssemos 10% disso, certamente todos nossos problemas imediatos estariam resolvidos. 
O ECO - Mostramos em uma pesquisa feita nos mercados da cidade que o vale-alimentação pode trazer ganhos aos servidores que por ele optaram. Mas, como também anunciamos, a rejeição dos comerciantes pode inviabilizar a implantação. O que tem sido feito para resolver esse impasse?
Prado de Lima - Se a empresa responsável não conseguir credenciar a quantidade de estabelecimentos suficiente, o pagamento dos R$ 170 será feito no holerite. De qualquer forma, os cerca de 100 servidores que optaram pela cesta básica continuarão recebendo ela normalmente e os que optaram pelo vale-alimentação terão isso disponibilizado no dia 15, no cartão ou em suas contas bancárias. Seja no ticket ou na folha de pagamento, o vale-alimentação vai injetar R$ 4 milhões ao ano no comércio local. Isso antes era gasto fora do município.
O ECO - Qual a avaliação você faz de seu início de governo? 
Prado de Lima - O Governo Municipal mostrou a que veio. Tem mostrado comprometimento com o servidor, com o comércio e com a valorização do que é nosso. Temos muito que comemorar nesse início de governo, principalmente a valorização do servidor público. Nós entendemos que valorizando o servidor público estamos oferecendo qualidade de atendimento ao nosso usuário que é o cidadão.
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