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O ECO: a luz que permanece acesa
A pedido de Alexandre Chitto Ideval Paccola assumiu o jornal com a promessa de garantir que ele não deixasse de circular
O ECO: a luz que permanece acesa
O VISIONÁRIO - Alexandre Chitto fundou O ECO em 1938 e esteve à frente do jornal por 41 anos - Foto: Arquivo O ECO
No início de 1938, enquanto o mundo assistia o nazista Adolf Hitler liderar as investidas alemãs que no ano seguinte resultariam na 2ª Guerra Mundial, o país vivenciava o início da ditadura do Estado Novo, eclodida meses antes após o golpe de estado aplicado por Getúlio Vargas. Em meio a essa ebulição, a pequena Lençóis Paulista - na época Lençóes -, com uma população estimada em 14 mil habitantes, ainda tinha a agricultura como principal força econômica, mas via a atividade comercial, até então resumida aos poucos estabelecimentos da Rua 15 de Novembro, sentir os seus primeiros sinais de avanço.
Foi nesse contexto que o visionário Alexandre Chitto, que assim como boa parte dos lençoenses da época era filho de imigrantes italianos, colocou em circulação o jornal O ECO - O E’cho, de acordo com a ortografia da época -, que foi às ruas pela primeira vez no dia 6 de fevereiro de 1938, com quatro páginas e uma tiragem de menos de 300 exemplares, entregues de casa em casa na madrugada daquele domingo.
 Sem entrar no mérito das questões políticas, Chitto fez de O ECO um parceiro da comunidade e lutou por melhorias na cidade, que vivia um momento de plena expansão e carecia de infraestrutura. Apesar das limitações e da descrença daqueles que, embasados em exemplos anteriores, previam que o empreendimento teria "vida" curta, manteve o jornal com pulso firme, superou as dificuldades e o conduziu por mais de 41 anos, garantindo sua circulação ininterrupta todos os domingos, acompanhando os principais fatos da história local nesse período.
IDEVAL PACCOLA
Em 1979, já com 78 anos de idade e sem a mesma disposição para encarar a árdua rotina, Chitto decidiu passar o bastão adiante. O ECO então foi às mãos de outro idealista, Ideval Paccola, que em resposta a um pedido feito por seu antecessor para que nunca deixasse que aquela luz se apagasse garantiu que publicaria o jornal até a sua morte, nem que para isso precisasse imprimi-lo em uma única folha e sair colando cada exemplar nos postes do Centro da cidade.
Chitto, mesmo afastado, continuou colaborando com seus artigos até falecer, em 11 de setembro de 1994. Paccola, por sua vez, não só cumpriu a promessa como manteve a linha editorial, usando O ECO para reivindicar as demandas da comunidade, o que o fez, anos mais tarde, se tornar prefeito. Governou de 1983 a 1989 e protagonizou uma das administrações mais elogiadas da história local.
No jornal, comandou duas grandes revoluções. Já em 1979, depois de assumir, transferiu a circulação para os sábados e substituiu a antiga prensa de tipos móveis pela impressão em linotipo, sistema considerado moderno para a época. Em 1999, no aniversário de 61 anos do jornal, desativou a tipografia e terceirizou a impressão para uma gráfica de Bauru. O ECO então passou a ser impresso em offsets rotativas e, na mesma época, foram às ruas as primeiras edições com páginas coloridas.
Com Ideval, enquanto testemunhava e registrava outros 25 anos da história local, O ECO se modernizou e abriu caminho para os desafios do novo milênio. Após sua morte, em 2003, suas filhas e seu sócio e irmão João Bernardino Paccola, atendendo a um desejo seu, o transferiram para Moisés Rocha, que o gerencia desde 2004.
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