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Lençoense morre em acidente com avião da Chapecoense
Anderson Donizeti Lucas era roupeiro da equipe catarinense e estava no voo que caiu na Colômbia
Lençoense morre em acidente com avião da Chapecoense
SONHADOR - Anderson Donizeti Lucas saiu de Lençóis aos 18 anos para trabalhar com futebol - Foto: Reprodução/Facebook
O lençoense Anderson Donizeti Lucas, de 37 anos, é uma das vítimas da queda do avião que transportava a delegação da Chapecoense para a cidade de Medellín, na Colômbia, quando sofreu um acidente na madrugada dessa terça-feira (29). 78 pessoas (69 passageiros e nove tripulantes) estavam a bordo da aeronave da companhia aérea venezuelana LaMia e, de acordo com as informações divulgadas pela autoridades colombianas até o fechamento dessa matéria, 72 delas haviam morrido, inclusive o lençoense, que era roupeiro da equipe catarinense há cinco anos.
A reportagem do Jornal O ECO foi recebida na manhã dessa terça-feira pela mãe de Anderson, Aparecida de Lourdes Oliveira, de 58 anos. Ainda transtornada com a notícia da tragédia envolvendo seu único filho, a dona de casa revelou que ficou sabendo do ocorrido pela televisão e que desde a madrugada vinha acompanhando o noticiário.
"Eu acordei do nada no meio da noite e, como não conseguia mais dormir, decidi ligar a televisão. Parece que eu estava adivinhando alguma coisa, porque foi só eu começar a assistir que já vi a notícia. Depois disso não dormi mais e fiquei acompanhando tudo que passava", comenta dona Cida, que também aproveitou o momento para recordar do filho que esteve em Lençóis pela última vez em outubro de 2015.
"Desde menino o sonho dele era trabalhar com futebol. Ele queria ser goleiro, mas como não deu muito certo porque ele usava óculos, acabou encontrando um jeito. Saiu de casa com uns 18 anos para ir trabalhar com isso e acho que era muito feliz, porque fazia o que mais gostava. Ele era uma pessoa muito prestativa e muito correta. Sempre foi um bom filho e acredito que um bom marido também, porque minha nora gostava muito dele"
Até o início da tarde a família ainda não havia recebido nenhum comunicado oficial da Chapecoense nem de nenhuma autoridade sobre o acidente. O desejo da mãe de Anderson é que o corpo de seu filho seja transferido para a cidade para ser sepultado perto da família, mas ainda não havia informações concretas sobre o que seria feito. O lençoense, que era conhecido na Chapecoense pelo apelido de Cocada, era filho único e há cerca de sete anos era casado com uma uruguaia, com quem vivia em Chapecó. Ele não deixa filhos
AVIÃO CAIU A POUCOS QUILÔMETROS DO DESTINO FINAL
Na noite dessa quarta-feira (30), a Chapecoense enfrentaria o Atlético Nacional no primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana, que aconteceria na cidade de Medellín, na Colômbia. A equipe viajaria em um avião fretado, mas, por conta de um veto da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), acabou embarcando em um voo comercial de Guarulhos a Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, onde a equipe fez uma escala antes de prosseguir viagem para em um voo da companhia aérea venezuelana LaMia.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades colombianas e publicadas por grandes veículos brasileiros, a aeronave que levava a equipe catarinense teria declarado emergência por falha técnica por volta das 22h (1h no horário de Brasília) e perdido contato com a torre de controle cerca de 15 minutos depois, entre as cidades de La Ceja e Abejorral, antes de cair ao se aproximar do Aeroporto José Maria Córdova, em Rionegro, há cerca de 50 km de Medellín. No momento do último contato, a aeronave dava voltas e estaria a uma velocidade de 263 quilômetros por hora e a uma altura de 4793 metros.
De acordo com o último comunicado emitido pelas autoridades colombianas antes do fechamento dessa matéria, o acidente deixou 72 mortos e seis sobreviventes: o zagueiro Neto, o lateral Alan Ruschel e o goleiro Follmann, que teve uma perna amputada, o jornalista Rafael Henzel, o técnico da aeronave Erwin Tumiri e a comissária de bordo Ximena Suarez. O goleiro Danilo também tinha sido resgatado com vida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.
TRAGÉDIA VITIMOU 72 PESSOAS
O voo da companhia aérea LaMia, que no trajeto entre Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, a Medellín, na Colômbia, levava 69 passageiros e nove tripulantes, dos quais, apenas seis sobreviveram, sendo dois tripulantes e quatro passageiros. A delegação da Chapecoense era composta ao todo por 47 pessoas, entre jogadores, comissão técnica, equipe de apoio, diretoria e convidados. Apenas os três jogadores citados acima sobreviveram.
Faleceram na tragédia 19 atletas: o goleiro Danilo; os laterais Gimenez, Dener Assunção e Mateus Caramelo; os zagueiros, Marcelo, Filipe Machado e William Thiego; os meio-campistas Sergio Manoel, Matheus Biteco, Cleber Santana, Tiaguinho, Josimar, Gil e Arthur Maia; os atacantes Bruno Rangel, Lucas Gomes, Ananias, Kempes e Aílton Canela.
Da comissão técnica morreram o técnico Caio Júnior, os auxiliares técnicos Eduardo de Castro Filho (Duca), Adriano Bitencourt e Luiz Cezar Martins Cunha; o analista de desempenho Luiz Grohs (Pipe), o preparador físico Anderson Paixão, o preparador de goleiros Anderson Martins (Boião), o médico Dr. Marcio Koury, o fisioterapeuta Rafael Gobbato, o massagista Sergio de Jesus (Serginho), o roupeiro lençoense Anderson Donizeti Lucas (Cocada), o assessor de imprensa Gilberto Pace Thomas (Giba) e o fotógrafo Cleberson Silva.
Da diretoria faleceram o presidente Sandro Pallaoro, o vice-presidente de futebol Mauro Stumpf (Maurinho), o supervisor Chinhodi Domenico, os diretores Eduardo Preuss, Edir de Marco, Ricardo Porto, Mauro dal Bello, Jandir Bordignon, Nilson Folle Júnior e Decio Burtet Filho, o empresário Dávi Barela e o convidado Delfim Peixoto Filho, vice-presidente da CBF e presidente da Federação Catarinense de Futebol.
Além da delegação da equipe viajavam no avião 22 profissionais de imprensa que fariam a cobertura do jogo. Apenas Rafael Henzel (rádio Oeste Capital) sobreviveu. Os que morreram são: Victorino Chermont, Rodrigo Santana Gonçalves, Deva Pascovich, Lilacio Júnior, Paulo Julio Clement e o ex-jogador Mario Sergio, todos da Fox Sports; Guilher Marques, Ari de Araújo Júnior, Guilherme Laars, da Rede Globo; Giovane Klein, Bruno Mauro da Silva e Djalma Araújo Neto, da RBS TV; Ivan Agnoletto, Edson Ebeliny e Gelson Galiotto, da rádio Super Condá; Fernando Schardong e Douglas Dorneles, da rádio Chapecó; Adré Podiacki (Diário Catarinense), Laion Espindula (Globo Esporte), Renan Agnolin (rádio Oeste Capital) e Jacir Biavatti (RIC TV e Vang FM).
Da tripulação morreram o piloto Miguel Quiroga, o assistente de voo Romel Vacaflores, os comissários Ovar Goytia, Sisy Arias, Alex Quispe, Gustavo Encina e Angel Lugo e sobreviveram o técnico da aeronave Erwin Tumiri e a comissária Ximena Suarez. 
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