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Marcelo Ranzani
Médico vai trazer informações para você ficar em dia com sua saúde
Agora “deu Zika!”
Como se não bastasse a Dengue que vem causando doença e morte há mais de duas décadas no país, o Aedes aegypti agora também carrega outros dois vírus de nomes pouco simpáticos. O nome chikungunya até então se dito por aí, poderia ser confundido com nome de remédio ou planta medicinal. Mas não, trata-se de uma doença grave que pode deixar dores articulares como sequela por até 20 anos. Mas esse é assunto para a próxima semana. 
Esse Zika então, era só o que faltava para nós brasileiros. Uma doença para representar esse período de crise política e econômica com um nome tão sugestivo de “problema”. 
A Zika começa em torno de 4-5 dias após a picada do mosquito. O quadro clínico é de Febre, dor de cabeça e manchas pelo corpo, ou o que os médicos costumam chamar de exantema maculopapular pruriginoso, ou seja, algo parecido com uma Rubéola que coça. É comum o acometimento dos olhos (conjuntivite). Essas manchas vermelhas aparecem mais em face,  tronco e membros. Podem também aparecer nas palmas das mãos e as plantas dos pés. Também é comum ocorres dores musculares e dores articulares (dor nas juntas) e dor lombar discreta.  
O bom desse Zika é que, geralmente o seu desaparecimento ocorre menos de uma semana, com duração média de três a cinco dias. Os sintomas são mais brandos e mais curtos que na Dengue. Raramente causam outros sintomas, como anorexia, náuseas, vômitos, vertigem e dor retro orbital (atrás dos olhos), e, quase nunca leva a hemorragia ou morte como pode ocorrer na Dengue. 
Muitos perguntam como essa Doença veio parar aqui agora. Ninguém sabe ao certo, visto que com certeza muitos casos ocorreram, antes que algum médico mais atento pudesse pensar numa doença africana endêmica por lá, ou seja, que sempre provoca doença em algumas regiões da Africa e India. Porém, especula-se que durante a copa do Mundo de 2014, ganhamos um prêmio, trouxeram outra Zika para nós além do 7x1. 
Enquanto esse vírus infectou pessoas que vivem abaixo do nível de miséria naqueles países Africanos, essa doença foi negligenciada. Mas agora, aqui no Brasil, onde há médicos e saúde por incrível que pareça, bem melhores que em Cuba, vários países da África, entre outros logo se relacionou a possibilidade dessa doença também estar causando infecção placentária, infecção do Sistema Nervoso de fetos em desenvolvimento e, por consequência, elevação da frequência de casos de Microcefalia.
Aí sim a Zika virou “problema” de verdade. Causar doenças e recém-nascidos com baixo nível intelectual e com grandes dificuldades de locomoção, aprendizado, desenvolvimento neuropsicomotor, que já nascem com a cabeça menor que crianças normais. 
O problema é tão sério, que se o tal Zika disseminar por aí, pode pôr em risco cerca de dois milhões de gestantes que vão carregar seus bebês nos próximos meses, e devem custar caro com o seguimento Ultrassonográfico, mais exames laboratoriais e mais consultas em Fisioterapeutas, UTIs neonatais, Terapeutas Ocupacionais, Neurologistas, etc.
Precisamos começar a fazer a lição de casa aqui. Precisamos por fim no mosquito. Já são 3 doenças. Onde não tem mosquito, não tem Dengue, não tem Zika.
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