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Um café e um pão na chapa
Por Fernando Darcie, um viajante apaixonado por fotografias, padarias e discografias
Pequenos deslizes cotidianos
Homens, diante dos fatos cruéis que todos tomamos conhecimento, é importante demais reconhecermos que, mesmo em proporções muito menores do que a da barbárie ocorrida, diversas vezes erramos. E os nossos erros, mesmo que aparentemente consideremos "só uma forçadinha de barra", têm o poder de causar sequelas lazarentas e eternas em mulheres - individualmente e na sociedade. Então pensa e repensa bem: além disso, por si só, já ser assustador, o conjunto de todos esses abusos criou uma cultura tolerante à violência contra a mulher (AKA machista), que classifica o abuso como um "pequeno deslize cotidiano", e que culminou nesse crime bárbaro.
Repensar nossa atitude numa balada, num xaveco, no Tinder ou em qualquer outra situação de aproximação. Repensar as coisas que enviamos e recebemos em grupinhos de putaria do whats. Repensar os termos pelos quais nos referimos a alguma mulher. Repensar o que cobramos de nossas namoradas, ficantes, esposas, amigas. Repensar o senso comum de achar que o feminismo é mimimi mesmo sem saber realmente do que se trata e do que o movimento já conquistou e luta para conquistar. Repensar nossos papos de bar, que vangloriam os "heróis comedores que zoam as biscates" e consideram frouxo quem não age dessa maneira.
Enfim, amigos homens, é hora de repensamos, mas com a cabeça de cima, com empatia. Mesmo que tenhamos agido errado por anos por pura ignorância ou imaturidade, agora todos temos acesso à informação, e é importante que cresçamos com isso para sermos pessoas melhores daqui pra frente. As consequências de pequenas ignorâncias tão aí, na cara de todo mundo: uns caras que até semana passada eram comuns, de boa, trabalhadores, estudantes, foram capazes de achar certo que todos eles, 33 marmanjos, violentassem a menina. Porque o legal sempre foi zoar as vadia. Porque o que importa é meter a vara. Porque * de bêbada não tem dono. Porque essa dá pra qualquer um. Porque é assim.
Responde aí, dentro de você: você também já foi escroto demais com alguma mulher, não foi? Todos fomos. Então é hora de mostrar que aprendemos com nossos erros e que daqui pra frente seremos os Homens com H maiúsculo que adoramos falar que somos e tratarmos as mulheres (todas elas) do jeito certo: com todo o respeito.
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