Publicidade
Publicidade
Publicidade
Envelhecer com Qualidade
por Nádia Placideli. Ela é gerontóloga e doutoranda em saúde pública
Estereótipos e Preconceitos contra o idoso é possível superar?
De acordo com o dicionário Aurélio (2000) o termo “estereótipo” é designado como imagem preconcebida de uma pessoa, ou grupo de pessoas, coisa ou situação, utilizado para definir ou limitar indivíduos ou um grupo na sociedade, refletindo-se como grande motivador para o desenvolvimento de preconceitos e discriminações. 
Nesse artigo focalizaremos nos estereótipos vinculados a população de idosos no Brasil e breve colocação sobre o movimento histórico da sociedade no trato com o idoso. Na sociedade brasileira em décadas passadas a forma de vida da população apresenta-se com diferenças significativas se comparada a sociedade atual, quanto aos locais de trabalho e de moradia, que concentrava-se predominantemente em áreas rurais, na configuração das famílias, em que as famílias eram extensas (muitos filhos) que acabavam assumindo o trabalho e o cuidado à medida que os pais envelheciam. 
Outro ponto que merece destaque é quanto ao escasso acesso aos serviços de saúde para tratamento, reabilitação e prevenção de doenças, que levavam os idosos à fragilidade e comprometimentos na saúde, muito antes de atingir fases longevas da velhice. Devido esses e outros fatores os idosos na sociedade brasileira ao longo tempo tem ocupado a figura do indivíduo frágil, vulnerável, doente, que requer ajuda para desempenhar suas atividades de rotina, alguém incapaz de estar ativo na sociedade em sua contribuição. Essas são algumas das inúmeras percepções que muitas pessoas têm sobre os idosos, que chamamos de preconceitos contra a velhice, contra o idoso. 
Principalmente, a partir da década de 1980 a população brasileira experenciou o crescente número de idosos, destacando o aumento da população de idosos mais idosos (80 anos ou mais) e a presença cada vez maior de centenários, com um novo perfil de idosos saudáveis, com independência e autonomia, produtivos e ativos, assumindo novos papéis sociais, como por exemplo, chefes de família (no sustento financeiro), cuidadores de outros membros familiares (crianças e/ou outros idosos), porém tratados frequentemente como pessoas incapazes, pela sociedade.
A mudança dessa concepção por parte da sociedade é algo complexo, sendo um processo que ocorre ao longo do tempo, mas que é possível e necessário para assegurar aos idosos o respeito à vida, a participação social efetiva, atenção adequada como prevê as políticas públicas que versam especificamente sobre os direitos dos idosos. 
Para assegurar uma sociedade brasileira para todas as idades é necessário educar, principalmente desde a infância sobre o processo de envelhecer, sobre a pessoa idosa, destacando sua importância, suas características específicas, tanto as negativas (declínios e transformações decorrentes do processo de envelhecimento) bem como as positivas (o acúmulo de experiências ao longo da vida), caso isso não ocorra, há uma grande possibilidade dos estereótipos serem perpetuados de geração para geração, dificultando o trato adequado à pessoa idosa, pois lembremo-nos que o idoso de amanhã seremos nós!
comentários Comentário
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
  • Ainda não há nenhum comentário para o Artigo. Seja o primeiro!
Publicidade
Publicidade

Todos os direitos reservados © Jornal O ECO 2017 - oeco@jornaloeco.com.br - telefone central: (14) 3269-3311

desenvolvido por Natus Tecnologia