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Papo Reto
por Zé Santos, que é músico, educador musical e professor de percussão
Lunário Perpétuo...
Nos últimos dias andei bastante reflexivo sob a reação das pessoas quando se propõe um discurso profundo, e como fazem confusão quando sussurramos democraticamente aquilo que acreditamos que ira somar e contribuir para melhorar tudo aquilo que já existe; porque não pensarmos alguns minutos com alma de meninos e meninas, deixando de nos escondermos atrás de homens e mulheres maduros donos de falsas verdades, acreditar mais uma vez naquilo que ainda não existe. Sinto-me extremamente envergonhado quando ouço e sinto a conformidade de alguns ao dizerem: 
- É assim mesmo, isso nunca vai mudar, já viu aquele ditado, “se não pode com eles junte-se a eles”, como se buscar o melhor fosse apenas uma utopia, um devaneio, e o que fazer com aqueles que adoram trair, mas, jamais aceitam uma traição, são especialistas em mentir e ludibriar pessoas, falso testemunham o tempo todo, e de contra partida se julgam honestos e grandes líderes. Chega de pregações moralistas e insolúveis desculpas de coisas miúdas pequenas que vão corroendo e tirando o brilho daqueles que acreditam, o saco esta cheio, a paciência secou, esse gosto amargo do descaso há tempos nos adoece e mata cruelmente diversos dos nossos seres “Humanos”. 
Professores desesperados e mal pagos se confrontam com os também irmãos pobres, a polícia, enquanto isso o poder blindado pela corrupção, ganância e mediocridade teleguiam à todos midiaticamente, esses que são capazes de tudo por um trago, viagens, carros importados, montantes exorbitantes em paraísos fiscais, mordomias que são defendidas e manchadas com o sangue de tantos Pedros e Marias, Joãos e Josés. 
O que nos falta são bons líderes para cuidar daquilo que seria para ser de todos, tristemente políticos escolhidos por nós fazem questão de surrupiar todo o nosso dinheiro, como verdadeiros michês dessa politicagem, escravizada pela corrupção e bandidagem que se escondem e ostentam atrás de escudos partidários sugando bilhões de nossas mesas.
 Semana passada, tive o desprazer de assistir o depoimento do ex-diretor de refino e reabastecimento da Petrobrás Paulo Roberta Costa, onde o mesmo afirma que não foi a Petrobras que inventou o cartel e que a corrupção na estatal teve origem em “Brasília” por ação de “maus políticos e péssimos administradores”. Será que chegamos ao ponto de termos que privatizar todo nosso Brasil? Pagarmos para administrarem aquilo que é o nosso, já que nossos filhos da pátria “desanimada”, só fazem sangrar toda a safra do mês, nos deixando as minguas, afinal o que somos? Apenas trabalhadores, e trabalhador não opina e muito menos tem vontade própria, simplesmente obedece.  
Engraçado, e que culpa tem aqueles que a fé possuem e dela se valem?
As pessoas nos dias de hoje, em foco aquelas que não conseguem descobrir, alcançar um amor que as aproximem da fé, desejos, do simples gesto de sentir com clareza a clara transparência da água que na sua suavidade, goza plena em seu gosto, com o mais puro sabor que só existe no frescor daqueles que se submetem...
Quanta deselegância, que som desagradável soa quando ouvimos:
Ei, ei, diz ai, esta namorando ainda?
Quanto descarrego...
Quanta falta de cuidado com aquilo que não nos pertence, sinceramente, estimo melhoras a todos que sofrem desse mau costume. Enquanto tudo acontece exatamente dessa forma, vamos escrevendo nossos passos em paginas que se renovam, de contra partida torna-se impossível folhear e não se notar as folhas rebuscadas por uma busca incansável entre erros e acertos. Nóbrega, ou melhor, Antonio Nobrega, cantor, compositor, ator, musico multi-instrumentista, dançarino, poeta, mestre e nordestino, nos deixou uma enciclopédia, uma obra prima chamada “Lunário Perpétuo”, inspirado no “O Non Plus Ultra do Lunário”... “E Prognóstico Perpétuo Geral”, composto por Jeronymo Cortez, Valenciano, um livrinho precioso o “Lunário Perpétuo”, foi um livro muito lido nos dois últimos séculos no sertão do Brasil, um livro que tem um pouquinho de tudo, desde astronomia, horóscopo, vida dos santos, biografia de papas, tabuada, receitas medicinais e até carteado, um excelente almanaque, que serviu também como grande fonte de conhecimento para os cantadores nordestinos. No seu Lunário, Nóbrega narra todo um aprendizado de 30 anos no meio do seu povo, nutrindo e construindo um sentimento forte e generoso de gratidão, por todos aqueles que os ensinou; não percamos mais tempo, comecemos agora a rabiscar o nosso “Lunário Perpetuo”, e quem ler esse artigo, por favor! Não se esqueça de avisar a todos, para que ao menos no fim ou num cantinho qualquer não se esqueçam de agradecerem os grandes momentos que somos arrebatados pela nossa própria invenção e imaginação, afinal esses sim são importantes... 
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