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Mural do Esporte
por Elton Laud, repórter de O ECO, que vai tratar das curiosidades do esporte
Três vezes Senna #2
Nos últimos dias, pesquisando e lendo muito sobre a carreira de Ayrton Senna, percebi o tamanho de minha pretensão ao querer condensar em poucas linhas tantos fatos, relatos e curiosidades sobre este, que talvez seja o maior ídolo brasileiro de todos os tempos. Escrever sobre Senna é algo que renderia três livros e não três colunas, Mas, enfim, ainda que correndo o risco de ficar na superficialidade, tenho que prosseguir. Farei isso sem medo, afinal, o que vale é a intensão. Me esforçarei ao menos para que a leitura não seja monótona para os fãs, aos quais possivelmente eu não diga aqui nenhuma novidade. Também espero que, para os que não conhecem tanto assim sobre sua história, que o assunto sirva de inspiração para outras leituras. Existe, aliás, muito conteúdo bom sobre o piloto disponível na internet. É só procurar.
Então vamos adiante. A exemplo de 1985, quando conquistou suas duas primeiras vitórias na Fórmula 1, na temporada de 1986 Senna assistiria o francês Alain Prost, que acabou se tornando o seu maior rival, ser novamente campeão. Sua Lotus o levou oito vezes ao pódio (vitórias na Espanha e nos EUA, segundos lugares no Brasil, na Bélgica, na Alemanha e na Hungria, e terceiros lugares em Mônaco e no México), mas ficou pelo caminho em seis GPs. Faltava algo além da notória qualidade como piloto para almejar um título: um carro seguro e competitivo.
Em 1987, ainda na Lotus, Senna praticamente repetiu o desempenho do ano anterior, com duas vitórias (Mônaco e EUA), quatro segundos lugares (San Marino, Hungria, Itália e Japão) e dois terceiros lugares (Grã-Bretanha e Alemanha), e terminou a temporada na terceira colocação, uma posição à frente de Prost, mas teve que engolir o título (o terceiro da carreira) de seu maior desafeto, o também brasileiro, Nelson Piquet, com quem protagonizou algumas polêmicas fora das pistas.
No ano seguinte estreou na poderosa McLaren tendo como parceiro justamente o rival francês. O carro fantástico e a genialidade incontestável da dupla não poderiam resultar em outro resultado a não ser o domínio absoluto da equipe, que venceu 15 das 16 corridas disputadas. Teria vencido todas, se no GP da Itália, depois de ter liderado a corrida de ponta a ponta, Senna não tivesse abandonado após ter o carro atingido por um retardatário.
A temporada, além de marcar a supremacia da escuderia inglesa, rendeu a Senna o primeiro de seus três títulos mundiais na categoria. Foram oito vitórias (San Marino, Canadá, EUA, Grã-Bretanha, Alemanha, Hungria, Bélgica e Japão), e três segundos lugares (México, França e Austrália). A mais impactante das vitórias, que foi justamente a que rendeu o título, foi em Suzuka, no Japão, onde, depois de ter problemas com o carro na largada e cair do primeiro para o 16º lugar, o brasileiro recuperou as posições e terminou 13 segundos à frente de Prost, o segundo colocado.
No ano seguinte a dobradinha voltaria a se repetir, porém foi Prost quem ficou com o título, se tornando tricampeão. Senna venceu mais na temporada, com seis vitórias (San Marino, Mônaco, México, Alemanha, Bélgica e Espanha) contra quatro, porém, diferente do francês, não teve regularidade, registrando sete abandonos por problemas com o carro durante o campeonato. No GP do Japão, após uma batida com Prost no final, o brasileiro chegou a vencer, mas foi desclassificado pela direção de prova. O episódio gerou polêmica, já que a decisão, que garantiu o título à Prost, foi tomada por um francês, o presidente da FIA, Jean-Marie Balestre, que anos mais tarde teria admitido ter beneficiado seu compatriota.
Em 1990, com a perda do título do ano anterior entalada na garganta, Senna entrou determinado a conquistar o bicampeonato, mas a rivalidade com Prost, que havia ido para a Ferrari, estava ainda mais intensa após o episódio de Suzuka. A McLaren já não tinha o domínio absoluto e os pilotos travaram ao longo da temporada mais uma briga particular pelo título. Com raras exceções (cinco vezes para ser mais exato), ambos se revezaram nas vitórias. Prost chegou a liderar o campeonato na metade do ano, mas Senna novamente venceu mais, com seis vitórias (EUA, Mônaco, Canadá, Alemanha Bélgica e Itália) contra cinco, e garantiu a conquista.
A cereja do bolo foi justamente o GP do Japão, em Suzuka, o penúltimo do ano. Senna estava nove pontos à frente de Prost (78 contra 69), exatamente a quantidade de pontos que a vitória concedia. O francês precisava vencer para levar a decisão para a Austrália, mas uma batida entre os dois na primeira curva tirou ambos da corrida, garantindo o bicampeonato de Senna. Troco com a mesma moeda e a coroação de uma temporada memorável, que só não foi tão brilhante como a seguinte, na conquista do tricampeonato, mas esta fica para a próxima semana. 
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