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Mural do Esporte
por Elton Laud, repórter de O ECO, que vai tratar das curiosidades do esporte
Três vezes Senna #1
Na coluna da semana passada, escrevendo sobre o início da temporada 2016 da Fórmula 1 e algumas curiosidades da categoria, lembrei de Ayrton Senna. Apesar de tê-lo citado, não me dei conta de que pouco depois, no dia 21, se estivesse vivo, estaria completando 56 anos de idade. Ao me deparar com o fato na segunda-feira, enquanto fazia minha “ronda matinal” pelo noticiário esportivo, resolvi relembrar alguns momentos da carreira do ídolo. Decidi ir além e fazer três colunas sobre o assunto para representar seus três títulos mundiais. Então vamos lá.
Senna nasceu em São Paulo, em 21 de março de 1960. Desde pequeno, incentivado pelo pai, de quem aos quatro anos ganhou o primeiro kart - improvisado com motor de cortador de grama -, começou a se envolver com o automobilismo. A família, de certa forma, já previa qual seria o seu destino. Desde os primeiros contatos com o novo brinquedo até as primeiras provas disputadas oficialmente aos 13 anos, ele impressionava a quem o assistia.
Sua habilidade lhe rendeu no kart os títulos sul-americano e Brasileiro em 1977, 1978 e 1980, além do vice-campeonato mundial em 1979 e 1980. Entre 1981 e 1983, competindo na Europa, foi campeão inglês de Fórmula Ford 1600 (12 vitórias em 20 corridas), campeão europeu e britânico de Fórmula Ford 2000 (22 vitórias em 27 corridas), e campeão inglês de Fórmula 3 (treze vitórias em 21 corridas, sendo 9 delas consecutivas). Era hora de buscar o topo.
Sua estreia na Fórmula 1 foi no autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, no GP do Brasil, disputado em 25 de me março de 1984. Pouco se esperava daquele jovem piloto brasileiro - tinha completado 24 anos quatro dias antes - que havia acabado de assinar contrato com a modesta e nada competitiva Toleman. Mesmo assim, Senna largou da 16ª posição no grid e em poucas voltas já era nono colocado. Teria ido além, mas o motor de seu carro quebrou na oitava volta, dando um fim prematuro a sua estreia.
Naquele ano, por mais sete vezes ele ficaria pelo caminho por conta de problemas com seu carro, porém, deixaria claro ao mundo da Fórmula 1 a que tinha vindo. Além de um sétimo e dois sextos lugares, foram três pódios, sendo dois terceiros lugares (GP da Grã-Bretanha, disputado no circuito de Brands Hatch, em 22 de julho, e GP de Portugal, disputado no autódromo de Estoril, em 21 de outubro); e um segundo lugar (GP de Mônaco, disputado nas ruas de Monte Carlo, em 3 de junho).
A primeira vitória veio na temporada seguinte, já guiando o carro da Lotus. Depois de ter abandonado o GP do Brasil, em Jacarepaguá, no dia 7 de abril, Senna subiu ao lugar mais alto do pódio no GP de Portugal, no autódromo de Estoril. Naquele dia, apenas o segundo colocado, Michele Alboreto, piloto da Ferrari, não tomou volta do brasileiro. O piloto da Alfa Romeo, Piercarlo Ghinzani, o último colocado entre os nove pilotos que completaram a prova, chegou a tomar seis voltas de Senna. Algo inimaginável nos dias de hoje.
O carro ainda não era dos melhores em confiabilidade - quebrou sete vezes na temporada -, mas permitiu que Senna subisse ao pódio outras cinco vezes (seguidas) no ano. Foram dois terceiros lugares (GP da Holanda, no Circuito de Park Zandvoort, no dia 25 de agosto, e GP da Itália, em Monza, no dia 8 de setembro), dois segundos lugares (GP da Áustria, no autódromo de Österreichring (hoje Red Bull Ring), no dia 18 de agosto, e GP da Europa, no circuito de Brands Hatch/Inglaterra, no dia 6 de outubro), além da segunda vitória, no GP da Bélgica, no circuito de em Spa-Francorchamps, no dia 15 de setembro. Com os resultados Senna terminaria sua segunda temporada na quarta colocação, posição que repetiria no ano seguinte, ainda na Lotus, mas este é assunto para a próxima semana.
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