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Marcelo Ranzani
Médico vai trazer informações para você ficar em dia com sua saúde
Transtorno de personalidade, o que é?
Na Classificação Internacional de Doenças, este transtorno é denominado por Transtorno de Personalidade Dissocial (Código: F60.2).[2] Na população em geral, as taxas dos transtornos de personalidade podem variar de 0,5% a 3%, subindo para 45-66% entre presidiários.
Esse nome complicado TPD (Transtorno de Personalidade Dissocial) é muito mais conhecido por Sociopatia ou Psicopatia. É um traço de personalidade caracterizada por redução da capacidade de empatia, de sentir remorso. A expressão patológica pode se expressar com clareza, quando ocorre violência, tais como em criminosos que cometem homicídio, estupro, e, não demonstram sentir-se errados em tais situações. Mas há indivíduos sociopatas refinados em que a doença pode até ser confundida com coragem, iniciativa ou liderança. Muitas dessas pessoas têm elevada projeção social e econômica, sendo bem-sucedidos, e até líderes em diversos tipos de profissões. 
É comum o sentimento de desprezo por obrigações sociais ou falta de empatia para com os outros. Há um desvio considerável entre o comportamento e as normas sociais estabelecidas. O comportamento não é facilmente modificado pelas experiências adversas, inclusive pelas punições. Isso significa que se estiver preso, condenado, esse indivíduo continua acreditando estar correto, e que foi injustiçado, traído. Existe uma baixa tolerância à frustração e um baixo limiar de descarga da agressividade, inclusive da violência. Existe uma tendência a culpar os outros ou a fornecer racionalizações plausíveis para explicar um comportamento que leva o sujeito a entrar em conflito com a sociedade.
Nessa semana foi possível verificar características assim em um ex-presidente da república, que se julga acima de tudo e de todos, inclusive da lei. Seus pares, quando não colaboram, quando não o auxiliam em seus desejos, ou não tomam atitudes para o livrarem de eminente punição, são tratados com palavras de baixo-calão, como acovardados, com vários adjetivos pejorativos.
Embora alguns indivíduos com psicopatia mais branda não tenham tido um histórico traumático, o transtorno - principalmente nos casos mais graves, tais como sádicos e assassinos em série - parece estar associado à mistura de três principais fatores: disfunções cerebrais/biológicas ou traumas neurológicos, predisposição genética e traumas sócio psicológicos na infância (ex, abuso emocional, sexual, físico, negligência, violência, conflitos e separação dos pais etc.). Talvez a reeleição seja prejudicial então. Ficar tanto tempo com pressão emocional que o cargo exige, não seja benéfico à saúde mental de nossos governantes.
O problema da psicopatia é que uma vez instalada, dificilmente deixa de ser expressa no indivíduo. Ou seja, não tem cura. O melhor seria mesmo deixa-lo no sítio de Atibaia, andando de pedalinho.
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