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Marcos Norabele
Psicólogo, escritor, Marcos vai tratar do maravilhoso mundo da literatura e da psicologia
Escrever outra vez
Com grande alegria recebi o convite para escrever neste novo portal de comunicação de O ECO. Vivemos a era da informação e comunicação instantânea, e hoje a internet permite que o que postamos tenha um alcance até bem pouco tempo inimaginável.
Isto traz uma grande responsabilidade. Que influência teremos em nossos leitores? Qual a reação deste? Que bem faremos?
Aceitei porque sempre que publiquei alguma coisa ouve também muito retorno de pessoas dizendo que gostavam do que escrevo e de como escrevo.
O pedido é para escrever sobre literatura e artes e um pouquinho de psicologia.
Espero dar conta e colaborar com mais um meio de comunicação.
Apesar de ser identificado como escritor, sou mais leitor mesmo. O que lamento é não ter tempo de ler mais.
Concluo com uma reflexão de Vladimir Nabokov, autor de Lolita, sobre o leitor:
"Aliás, eu uso a palavra leitor muito vagamente. Curiosamente, não se pode ler um livro: só se pode reler. Um bom leitor, um leitor importante, um leitor ativo e criativo é um releitor. E vou dizer por quê. Quando lemos um livro pela primeira vez, o próprio processo de mover os olhos da esquerda para a direita, linha após linha, página após página, esse trabalho físico sobre o livro, o próprio processo de aprendizagem em termos de espaço e tempo que o livro causa, está em nós como apreciação artística. Quando olhamos para uma pintura não temos de mover os olhos de uma maneira especial, mesmo se, como em um livro, a imagem contém elementos de profundidade e desenvolvimento. O elemento de tempo realmente não entra em um primeiro contato com a pintura. Ao ler um livro, temos de ter tempo para familiarizarmos com ele. Nós não temos nenhum órgão físico (como temos o olho em relação a uma pintura) que nos leva em toda a imagem e, em seguida, pode desfrutar de seus detalhes. Mas em uma segunda leitura, ou terceira, ou quarta, nós, em certo sentido, nos comportamos com um livro como fazemos com a pintura. No entanto, não vamos confundir o olho físico, uma obra monstruosa de evolução, com a mente, uma conquista ainda mais monstruosa. Um livro, não importa o que é, uma obra de ficção ou uma obra de ciência (a linha de fronteira entre os dois não é tão clara como geralmente acreditamos), pois para a mente, antes de tudo, um livro possui recursos de ficção. A mente, o cérebro, a parte superior da coluna que nos dá arrepios, é, ou deveria ser, o único instrumento utilizado em cima de um livro."
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