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Márcia Pompermayer
O mundo empresarial sob a ótica da mulher moderna
O sexto sentido, agora é ciência!
Do esoterismo de antigamente a um fato cientifico atual, o sexto sentido existe e pode nos ajudar a tomar decisões melhores. Estudos mostraram que 62% de executivos declararam recorrer à intuição para tomar decisões.
Quantas vezes temos palpites certeiros que surgem do nada!
Quantas vezes temos impressões sobre alguém que acabamos de conhecer e que nos parecem pouco confiáveis ou apenas pensamos: não fui com a cara desta pessoa. 
Quantas vezes nós, pais, num determinado momento sentimos aflição ou insegurança em relação aos nossos filhos quando eles estão longe de nossos olhos.
Certa vez meu filho do meio com 14 anos foi fazer trilha de moto com alguns amigos mais velhos. O horário previsto para estarem de volta em casa era às 17h, mas não tivemos nenhuma notícia deles até quase meia noite. Podem imaginar as coisas ruins que inundaram nossos pensamentos e o desespero que se apoderou de todos os familiares? Mas em algum momento durante aquelas horas de espera algo bom me aconteceu, num “raio intuitivo” tive a certeza de que meu filho estava vivo e estava bem. Fiquei tranquila e calma, sabia que logo teríamos boas noticias sobre ele.
O que aconteceu com eles? Durante a trilha se perderam na mata e enquanto procuravam o caminho da volta ficaram sem gasolina e sem celular, então tiveram que caminhar longas horas até chegarem à cidade mais próxima e nos avisar. Como havia pressentido, meu filho estava são e salvo e cheio de história para nos contar.
Em outra ocasião aconteceu o contrário, costumava levar meus três filhos ainda pequenos no shopping e na praça de alimentação dava o dinheiro para cada um comprar o seu próprio lanche, eles adoravam. Sentiam-se independentes e sempre voltavam orgulhosos para a mesa em que eu os esperava. Porem certa vez enquanto os aguardava, tive um pressentimento, algo latente dizia-me: os meninos precisam de você agora! 
Preocupada disse a minha mãe, preciso encontrar os meninos eles precisam de mim agora, agora! Eles estão bem não se preocupe, acabei de vê-los na fila do Mac, disse minha mãe. Sai em disparada e encontrei o meu filho mais velho desesperado e quase chorando no exato momento em que ia pagar os lanches que tinha comprado para ele e para seu irmão caçula. Seu desespero era porque não tinha encontrado o dinheiro no bolsinho de sua bermuda, tinha perdido.
Satisfeito e aliviado ao me ver, sorriu e abraçou-me dizendo: mamãe como sabia que eu precisava de você agora?
Histórias deste tipo em que palpites surgem do nada, pressentimentos são fortes, impressões boas ou más sobre pessoas são instantâneas, história em que tomamos decisões importantes apenas por que “sentimos” serem as mais corretas, embora não saibamos explicar por quê. São histórias sem justificativa racional e sem lógica, por isso tachada de esoterismo. Pelo menos era assim que funcionava até os anos de 1990.
Embora historicamente este tipo de percepção fosse respeitado por homens da estatura de Albert Einstein e mais recentemente Steve Jobs, que era avesso a pesquisas de mercado que pudessem “por em água abaixo” as suas criações intuitivas de aparelhos (produtos) perfeitos. Por muitos anos cientistas não se arriscavam a estudar esse sentimento mal compreendido da mente, sentiam se constrangidos e eram criticados.
Atualmente muitos deles já estão mais confortáveis para definir a intuição: habilidade natural do cérebro, que ignora estatística e viola as leis da lógica para tomar decisões ultrarrápidas e não racionais.
A ciência explica que na hora da decisão, a mente faz conexões associativas entre a nossa experiência prévia, traumas, medos e desejos ocultos num piscar de olhos, soando um alerta em forma de “estalo mental ou calafrio” é nesse momento que sentimos uma certeza: os meninos precisam de mim agora, agora!
Este estalo mental ou calafrio é o sexto sentido. É comandado pelo nosso inconsciente que é muito mais vasto que nosso consciente. O inconsciente ocupa 95% dos nossos processos cerebrais. É como um manancial de desejos, emoções, dados e pensamentos que sabem de nós muito mais do que nós mesmos e são desconhecidos e obscuros à nossa consciência. E mesmo que a consciência não seja envolvida neste estalo mental ou calafrio existe inteligência no processo. O sexto sentido tem sua própria racionalidade e é capaz de maquinações complexas.
Estudos recentes mostraram que 62% de executivos bem sucedidos, entrevistados em nove países inclusive no Brasil, recorrem a este “estalo mental” para tomar decisões importantes para alavancar seus negócios. Eles afirmam que mesclam lógica e intuição neste processo. Declaram que existem erros com certeza! Mas garantem que os acertos são a grande maioria.
Outro fato confirmado através de levantamentos científicos é que as executivas atingiram alto grau de intuição bem superior à dos homens nas avaliações. O que fazer com esta informação? Sugiro aos homens ouvirem mais as suas mulheres, mães, esposas, gerentes e diretoras.
É claro que é uma brincadeira este conselho. Mas é o que minha “intuição está dizendo”!
Por que então frequentemente desprezamos estes “insights e pressentimentos”?
Segundo os cientistas existem algumas razões. Uma delas é porque crescemos aprendendo a acreditar que somos seres racionais e lógicos. Que o correto é tomar decisões racionalmente através de estatísticas e dados. Que emoção, palpite e pressentimento são coisas do sobrenatural e de nenhuma credibilidade. Por isso no momento em que o sexto sentido se manifesta nosso cérebro menospreza-o, por julgar ser algo fantasioso e não racional.
Outro motivo é pelo fato de sermos egocêntricos, tendemos a analisar o mundo e os outros a partir de nossos gostos e experiências.
Por exemplo, alguém muito querido conta nos algo e num milésimo de segundo nós desconfiamos que seja uma mentira. Mas logo descartamos esta sensação porque é doloroso saber que alguém que gostamos esteja mentindo para nós, ou porque não agiríamos desta forma com ninguém. Menosprezarmos também nossa intuição quando pressentimos algo que não é bom para nós, algo que não gostaríamos e nem queríamos que acontecesse. 
Como então vou saber identificar se o que sinto é intuição? Existem algumas características próprias que devemos ficar atentos para identifica-la corretamente:
 -A intuição chega como uma informação, de forma inesperada, súbita e urgente;
- A intuição não é lógica ou racional;
- A intuição vem acompanhada de uma sensação boa;
- A intuição sussurra e diz uma única vez o que deve ser feito; 
- Em geral, a pessoa sente certeza da mensagem captada;
Agora é só por em prática o nosso aprendizado e tirar o máximo proveito desta poderosa ferramenta científica que é o nosso sexto sentido.
Tanto nossa vida profissional como a vida pessoal vai nos agradecer. Tenho forte palpite sobre isto!
 
OBS: Algumas informações foram retiradas da Revista Superinteressante, edição de fevereiro de 2016.
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