Publicidade
Publicidade
Publicidade
Marcelo Ranzani
Médico vai trazer informações para você ficar em dia com sua saúde
Tuberculose: está longe do fim
Quando o microbiologista alemão Robert Koch descobriu a bactéria causadora da Tuberculose em 1882, agente que até hoje leva seu nome, o bacilo de Koch, se acreditou que haveria uma corrida científica contra a doença e que seus casos estariam perto do fim.  Dados do Ministério da Saúde demonstram que a tuberculose continua sendo, se não a maior, umas das maiores causas de doença e morte em todo mundo.
A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível que afeta prioritariamente os pulmões. A doença é curável.  Anualmente são notificados cerca de 6 milhões de novos casos em todo o mundo, levando mais de um milhão de pessoas à morte. O surgimento da aids e o aparecimento de focos de tuberculose resistente aos medicamentos agravam ainda mais esse cenário.
No Brasil, a tuberculose é sério problema da saúde pública, com profundas raízes sociais. A cada ano, são notificados aproximadamente 70 mil casos novos e ocorrem 4,6 mil mortes em decorrência da doença. O Brasil ocupa o 17º lugar entre os 22 países responsáveis por 80% do total de casos de tuberculose no mundo.
Nos últimos 17 anos, a tuberculose apresentou queda de 38,7% na taxa de incidência e 33,6% na taxa de mortalidade.  A tendência de queda em ambos os indicadores vem-se acelerando ano após ano. Entretanto, muitas pessoas ainda adoecem e morrem de Tuberculose, principalmente os mais pobres e aqueles que além da infecção pelo bacilo de Koch são dependentes do álcool e das drogas.
Não é raro haver pacientes que não se tratam, em que os agentes de saúde fazem quase uma perseguição para conseguir colocar os comprimidos na boca desses pacientes, no chamado Tratamento Supervisionado.  A internação compulsória (obrigatória) é outro mecanismo que nós profissionais de saúde, temos que lançar mão a fim de proteger os contatos (família e pessoas que convivem com o paciente), quando o indivíduo se recusa a tratar corretamente a doença, sendo uma ameaça para si mesmo e para que o rodeia, gerando bactérias resistentes quando o uso dos medicamentos é irregular. 
Os principais sintomas da Tuberculose são tosse, emagrecimento, febre vespertina (no fim da tarde ou à noite), suores noturnos, e escarro com sangue. O diagnóstico não costuma ser difícil, baseado na imagem de um Raio X simples do tórax e na busca do Bacilo de Koch no escarro. O tratamento é baseado na associação de quatro antibióticos inicialmente por 2 meses, mais 4 meses com a manutenção de 2 dessas drogas, completando assim, 6 meses de tratamento. Quando incompleto, é comum a reativação da doença e a formação de bactérias pouco sensíveis às drogas iniciais, podendo dificultar em muito o sucesso desses medicamentos.
Tuberculose é uma doença grave, quase sempre envolvida com a pobreza, abuso de álcool e drogas. Por isso, seu fim não está próximo, no Brasil e no mundo.
comentários Comentário
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
  • Ainda não há nenhum comentário para o Artigo. Seja o primeiro!
Publicidade
Publicidade

Todos os direitos reservados © Jornal O ECO 2017 - oeco@jornaloeco.com.br - telefone central: (14) 3269-3311

desenvolvido por Natus Tecnologia