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Papo Reto
por Zé Santos, que é músico, educador musical e professor de percussão
O Grito
Todos vivemos conduzidos pelo mesmo tempo, uns acelerando outros cadenciando, mas todos com o seu jeito de viver. Se espantar? Que isso! Todos apenas só querem dizer, dizer, dizer e dizer... 
Esqueçam quem só ouve e socorram imediatamente os cegos alienados! 
Estou dizendo isso, porque num momento de descontração e troca de carinho com os meus cães, acabei me recordando de uma conversa que tive com um funcionário do estado na estação rodoviária Barra Funda em São Paulo, durante a espera pelo ônibus, no final de nossa conversa, ele me disse: Companheiro preciso ir, porque trabalhar para o governo não é fácil não, sorte que paga bem e sou concursado.
Isso me fez refletir o seguinte, me acompanhem, por favor nesse raciocínio.
Uma empresa privada exige prestação de contas de seus diretores e funcionários, e as instituições públicas como: prefeituras, ministérios, governos e etc., devem prestar contas à sociedade, afinal o que é do povo tem que ser desfrutado pelo povo! Certo? O que transparece em nosso cenário público nacional atualmente, é que a sociedade deve favores e obrigações pelos serviços que já lhe são de direito, e tudo isso por conta do egoísmo de quem colocamos lá que se sente na condição de fazer do que é nosso algo de sua propriedade, barganhando e explorando em benefício próprio. Poxa! Governemos para todos, tratemos o dono da casa como tal, e para os mais necessitados destinemos a maior fatia, sustentados e guiados pela ideologia de que nem sempre igualdade é sinônimo de justiça. 
Jesus, num trecho da bíblia em resposta a uma pergunta maliciosa lançada pelos herodianos em (Mateus 22:21). Respondeu: Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.
E eles, ouvindo isto, maravilharam-se, e, deixando-o, se retiraram. 
Nos dias de hoje somos ludibriados constantemente por aqueles a quem confiamos nosso progresso e desenvolvimento, e ainda sim, não podemos reivindicar, pois se assim fizermos, estaremos blasfemando e conspirando contra os diversos reis e rainhas. Ei, nos ajoelhemos pela nossa causa juntos numa só frente, vamos gritar e exigir de sol a sol que “Deem ao povo o que é do povo”. Quanto ao funcionário do estado, me faltou tempo para lhe responder, que em seu caso ele não é funcionário do governo e sim do povo. 
Estamos nos aproximando do final do prazo para a importante escolha de quem serão nossos governantes nos próximos quatro anos, não podemos tratar isso como se fosse uma palhaçada, não podemos rir com quem ri da gente, confiar em quem nos culpa pelos seus erros. Apesar dos pesares ainda nos orgulhamos de ser brasileiros, e segurando a batida da vida vamos em frente confiando numa sociedade cansada de ser enganada, mas atenta no que lhe pertence, com vontade e fé na mudança sem se iludir reincidentemente pelos falsos profetas prometendo o fundo e sugando o mundo, chega de acreditarmos em paraísos artificiais, e que nossos gritos soem como sirenes alertando e sinalizando o desejo de um mundo sempre melhor. 
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