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Fagulha Musical
por Cleiton Rolo, músico e designer gráfico
O lamento ultra pop do Belle & Sebastian
O lamento ultra pop do Belle & Sebastian
Um atributo que é possível perceber com maior intensidade na música, e não em qualquer segmento artístico, é a capacidade de nos confundir os sentimentos. Às vezes, nos envolvemos tão profundamente em uma estrutura harmônica que até nos esquecemos do que a música se trata. Assim é o Belle & Sebastian, uma banda que é alegremente depressiva. Ou depressivamente feliz. O fato é que tem muito coração na parada.
Vindos de Glasgow, na Escócia, a banda se formou em 1994 durante as aulas de música e, lá mesmo na escola, gravaram as primeiras demos com a ajuda do professor. Os primeiros integrantes foram os dois Stuarts: o guitarrista Murdoch e o baixista David. Em seguida e, conforme a banda foi se desenvolvendo, adentraram-se os demais integrantes que são: Isobel Campbell, violoncelista, tecladista e uma das principais vozes da banda, Stevie Jackson, que é guitarrista e vocalista, o tecladista Chris Geddes, o baterista Richard Colburn e Mick Cooke, o trompetista. De lá para cá, a formação sofreu algumas alterações com saídas e entradas de outros membros, mas a síntese da banda é essa configuração.
Hoje com 10 álbuns lançados, além de uma coleção extensa entre EP’s e singles, o Belle & Sebastian tem um peso fundamental na nova música pop, que através de singularidades estéticas construíram uma nova cara para a música europeia e mundial. Há quem chame de indie folk, mas o talento do grupo culminou em experimentos com soul, disco e até bossa nova. O entrosamento de instrumentos percussivos, acústicos e eletrônicos é um trunfo a parte, o que é possível alçar sonoridades preciosas.
Suas influências são as mais variáveis possíveis, músicas que lembram um pouco de The Smiths, em outrora passeiam por supergrupos como Thin Lizzy ou The Kinks, diria também João Gilberto, Simon & Garfunkel e um leque enorme de boas referências.
Há quem proclame que Belle & Sebastian faz parte daquela máxima do “ame ou odeie”, são músicas que exibem um extremo particular em suas letras, promovem a harmonia de vozes como poucos e exploram todas as armas possíveis em estúdio, principalmente quando a intenção é passar sutileza ao ouvinte. Sua atmosfera nos leva para um inóspito saboroso e peculiar, é como se fosse a sua banda preferida logo na primeira audição.
Curta um som e nos vamos por ai!
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