Fagulha Musical
por Cleiton Rolo, músico e designer gráfico
A entidade do rádio
A entidade do rádio
Lembro com saudade de quando ouvia a Sexta Rock com o Nilton César na AM 1380! Era um verdadeiro culto: comprava-se a fita K7 virgem na Luigi e, com o aprendizado obtido nas revistas da Lençóis Revistas, telefonava e pedia ao locutor aquela música que você tanto queria gravar e conhecer. O rádio é, sem dúvida, uma saudade de grande parte dos brasileiros que, em algum momento na vida, já viveu.
Tinha a Sessão Coruja que madrugada afora trazia um repertório de clássicos românticos, internacionais de novelas, bandas das décadas de 60, 70, 80, que era puro conhecimento popular. Programas como esses são o despertar musical para muitos, assim como eu.
O rádio que fez parte do cotidiano e que, por meio dele, definiu-se todo um contexto histórico musical, é potente e sobrevive como poucos adventos do entretenimento. Em tempos de streaming como Spotify e Youtube, é ainda fácil, mesmo na nossa região, conseguir sintonizar estações das mais diversas possíveis. Entre elas estão a Rádio Unesp FM, a 88,3 FM de Pederneiras, a Rádio Câmara de Bauru que transmite ótimos programas e também outras tantas estações e programas que vão da moda de viola ao jazz.
Hoje em dia existem aplicativos de celular que são capazes de transmitir todas estações de rádio do mundo, dando a sensação de obsolescência daquele velho radinho de pilha em cima da geladeira. Um ledo engano, pois a democrática, inclusiva e praticamente gratuita estação de rádio, caminha e segue humildemente entre todas as modernidades de hoje em dia. Endossando o caldo da informação e trazendo mais essa facilidade para ouvir música, tem também as web-rádios como a Lágrima Psicodélica, o radiooooo.com, Brasilis e a lençoense Som do Animal, que promovem uma proposta diferente e particular das rádios de massa.
Há quem diga que antigamente as músicas e a programação eram melhores, mas, apesar de concordar que a indústria da música está cada dia mais feroz, existem muitos locutores e programas por aí com propostas interessantes. O que realmente falta, em minha opinião, é a comunicação. O que ficou para trás mesmo é a relação entre locutor e ouvinte. Passar o dia trocando música é, a meu ver, muito simples. Precisa entreter, informar, criar uma relação e isso infelizmente se perdeu no tempo e seria lindo se voltasse.
Um salve para o maior entusiasta do rádio que eu conheço, Luiz Carlos Piras, vulgo meu pai, para os amigos Bruno Braga, da Ventura FM, para o Fábio Fleury, da Unesp FM, para o grande Tatá e um abraço a todos que ouvem o programa Fagulha Musical, aqui na Rádio Eco!
Curta um som e nos vemos por ai!
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