Fagulha Musical
por Cleiton Rolo, músico e designer gráfico
O triste fim do rock and roll. Agora é sério!
O triste fim do rock and roll. Agora é sério!
Se existe uma notícia ou uma verdade absoluta sobre o iminente fim do rock and roll, espero que não seja eu quem vá proferi-la, mas vou arriscar aqui o meu chute: já era mesmo, acabou, escafedeu-se, foi engolido, botado no bolso, ou, como diria John Lennon: “O sonho acabou”.
É óbvio que, se em 1950 o termo “rock and roll” foi cunhado, em 1951 já estavam pedindo a sua cabeça. O estilo foi longe, muito longe até, eu diria. Se formos somar os anos em que ele já existia, mas não tinha sido batizado então... Aí vai para mais de 100 anos.
O fato é que neste começo de 2018 certos rumores tomaram conta do noticiário trazendo alguns números preocupantes para os fãs desse antigo estilo musical. Murmúrios como o de que os maiores fabricantes de guitarra como a Gibson e Fender estariam à beira da falência, também, segundo a CBN, o de que entre 2012 e 2017 a venda de guitarras no Brasil caiu 80%. Claro que guitarra não se usa só em rock and roll, mas é o principal instrumento do estilo, convenhamos.
Essa balbúrdia seja, talvez, passageira, mas, se formos falar sobre a criatividade no rock and roll, aí a certidão de óbito é datada muito anteriormente. Bandas como Foo Fighters, Kings of Leon, Queen of The Stone Age, Matanza e uma centena de outros pastiches andam pisoteando a receita do já reciclado rock and roll há tempos. Aí tem os sobreviventes capengas, tipo AC/DC, Metallica, Iron Maiden, que são grandes entidades do rock, mas que fazem cover de si mesmos há anos e, certamente, nunca mais surpreenderão ninguém. A única brasa que sobrevive nessa receita toda é o marketing mesmo, só ele é onipotente.
Fora que na grande cinética que é o mercado da música mundial, a onda do momento é teclado. Sintetizadores, moogs, órgãos, efeitos e estética oitentista e eletrônicos são os que andam se sobressaindo entre os álbuns lançados de 2000 para cá. No Brasil tem o sertanejo universitário e o funk, que são os preferidos há muito tempo e que endossaram o caldo, no qual eu quase concordo, de que “No Brasil nunca houve rock”.
Outro ponto não menos importante, e que faz fechar o bar de música, faz parar de vender disco, faz esvaziar shows, teatros, cinemas e outros é a internet. Intervenções como a Netflix, Spotify, redes sociais, jogos on-line e outros, servem hoje para o jovem um menu muito mais variado, atrativo e abrangente. Bom, é isso: o rock acabou mesmo.
E isso nem é tão ruim assim, na verdade.
Curta um som e nos vemos por ai!
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