Fagulha Musical
por Cleiton Rolo, músico e designer gráfico
Os 50 anos de Odessey and Oracle
Os 50 anos de Odessey and Oracle
Formado no início dos anos 60 na cidade de St. Albans, condado de Hertfordshire, Inglaterra, os Zombies já se mostravam divergentes das demais bandas inglesas. Suas preferências musicais e distintas em relação ao mercado fonográfico na época, traçaria uma identidade que eles nem imaginavam, mas os levaria para um patamar especial na história da música e das grandes produções.
Por volta de 1966, já desiludidos com os caminhos que a música pop percorria, os Zombies, cujo os integrantes eram Chris White, Rod Argent, Paul Atkinson, Colin Blunstone e Hugh Grundy, resolveram se separar. Sua pouca visualização na era Beatle e o efêmero sucesso com alguns singles trouxeram desmotivação. Foi então que o vocalista teve a ideia de fazer um disco de despedida. Algo que expressasse o sentimento musical da banda naquele momento e lhes proporcionasse um último suspiro, dessa vez, desapegados em relação à indústria pop e fonográfica, estariam livres para produzir algo que tivesse mais a estética musical da banda.
Foi assim que nasceu o extraordinário “Odessey and Oracle”. Produzido nos estúdios Abbey Road, em 1967 (dias depois do Sgt. Peppers dos Beatles ser gravado), e lançado em 1968. Naquele ano rico em grandes produções da música pop, o disco passou ainda desapercebido e foi só com o passar dos anos que sua força foi redescoberta e a legitimidade de suas facetas começou a se popularizar, sendo hoje tido como uma verdadeira preciosidade entre audiófilos apreciadores de grandes obras conceituais.
Mas o que faz de “Odessey and Oracle” realmente singular, é o aspecto livre em torno de um estilo cujo seus proponentes, arriscam todas as suas fichas de forma grandiosa. Cada detalhe dos pouco mais que 30 minutos de música do disco, te leva para uma jornada psicodélica entre batidas de bateria pop com harmonia de vozes e um cuidado de produção muito poucas vezes ouvido em outros discos.
Diferentemente das bandas da mesma época como Stones, The Kinks ou The Who, os Zombies, distintamente, introduziam mais música barroca do que rhytim & blues em sua atmosfera e esse, talvez, é também o tempero que os faziam diferentes daquela seara de artistas. Tá aí uma banda para você conhecer hoje!
Curta um som e nos vemos por ai!
SIGA O CLEITON NAS REDES SOCIAIS: Facebook | Instagram | Twitter
comentários Comentário
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
  • Ainda não há nenhum comentário para o Artigo. Seja o primeiro!

Todos os direitos reservados © Jornal O ECO 2020 - oeco@jornaloeco.com.br - telefone central: (14) 3269-3311

desenvolvido por Natus Tecnologia