Publicidade
Publicidade
Publicidade
Márcia Pompermayer
O mundo empresarial sob a ótica da mulher moderna
Acumulando conhecimento
Estava na minha empresa trabalhando quando atendi ao telefone, era do Jornal O Eco me convidando para escrever artigos para esta coluna que estreio hoje que pretende tratar de assuntos relacionados ao mundo empresarial, motivação além de outras coisas interessantes que acumulei ao longo da vida. 
Fiquei muito intrigada com o convite que recebi e fui levada pelos meus pensamentos a identificar quais comportamentos e ou ações que me qualificariam a escrever sobre empresa, negócio, empreendedorismo, liderança, enfim tudo que envolvia o ato de administrar.
Minha formação acadêmica não é em administração e sim em letras e literatura portuguesa. Nunca trabalhei formalmente como professora. Mas curiosamente desde minha adolescência sempre tive trabalhos ligados à administração. Primeiro trabalhei com minha mãe no comércio, depois gerenciando as finanças das pequenas propriedades rurais da minha família. Mais tarde por quatro anos fui presidente voluntária de uma creche, onde tive a oportunidade de construir bons relacionamentos baseados na credibilidade e confiança, foi um grande aprendizado.
Posteriormente tive que assumir a diretoria administrativa e financeira da empresa do meu marido, a Ambiental Qualidade de Vida no Trabalho. Cargo que até hoje mantenho. Assumir o cargo, não foi uma escolha na época, foi uma necessidade devido ao momento critico que a empresa estava passando. Nem acreditava que seria capaz, pois nunca tive um bom desempenho em matemática na escola, e não entendia nada de finanças.
Minha habilidade era com interpretação de texto, adorava a diversidade de personalidade narrada nos romances. Aprendi mais tarde que esta habilidade foi tremendamente útil para mim. Sendo gestora tive que liderar equipes com diferentes perfis psicológicos, desde pessoas cheias de manias e sistemáticas as mais explosivas, e percebi que lidar com elas não era um problema para mim. Ao contrario, era algo que me estimulava. Sempre valorizei a forma como a outra pessoa recebe a minha informação, e cuido para que ela tenha uma “experiência agradável e positiva” ao se comunicar comigo. Trato-as com respeito e com isso sou respeitada. Agindo desta forma a cooperação das pessoas é inevitável até mesmo para realizar tarefas consideradas “chatas”.
E quanto a minha dificuldade em matemática e finanças? Bem, tive que desenvolver. Fiz diversos cursos na área, tive aulas particulares, li muitos livros e revistas sobre economia e finanças, e principalmente tive comprometimento com o meu aprendizado. Foi gratificante. Hoje sei que sou capaz e sinto-me totalmente segura na posição de diretora financeira da empresa.
Aprendi a valorizar um ativo importantíssimo para a empresa, que é a pessoa visionaria e criativa, ela sempre vê oportunidade em criar novos negócios, ela envolve as pessoas ao transmitir suas ideias porque as transmitem com paixão. Se tiver alguém na sua equipe com este perfil suas chances de permanecer no mercado por mais tempo serão maiores.
Essas pessoas querem e precisam ser livres. Elas odeiam hierarquia, tentam destruí-la sempre que podem. Elas se irritam com planos de cinco anos, de um ano, qualquer plano. Elas não entendem porque essas coisas existem. Elas não suportam processos, descrição de cargos e de todas as coisas de que as pessoas de negócio parecem gostar. Mas elas precisam destas coisas e sabem que são necessárias, mas não conseguem realizar.
Precisarão encontrar alguém que faça todas essas coisas por elas, para manterem o espirito criativo em ação.
Constatei que sou este “alguém”. Posso realizar perfeitamente todas as tarefas administrativas que o visionário “odeia”. 
Gosto de planejar, descrever processos e cargos, lidar com orçamento. Entendo do fluxo de caixa, capital de giro, investimento, faturamento, impostos do simples, do lucro real, do lucro presumido, ponto de equilíbrio, do balanço contábil entre outras atividades necessárias para fazer a gestão do negócio.
Sou uma pessoa do “backstage’’, dos bastidores. Nunca tive a pretensão de ser referência no que faço, conheço minhas limitações. Mas tenho convicção que em relação ao trabalho sempre dou o meu melhor.
Achei importante neste primeiro contato falar um pouco da minha experiência como empreendedora e como as circunstancias durante a vida nos obrigam a estarmos polindo as nossas habilidades e acumulando conhecimento. 
Não é fantástico?
comentários Comentário
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
  • Ainda não há nenhum comentário para o Artigo. Seja o primeiro!
Publicidade
Publicidade

Todos os direitos reservados © Jornal O ECO 2018 - oeco@jornaloeco.com.br - telefone central: (14) 3269-3311

desenvolvido por Natus Tecnologia