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Fagulha Musical
por Cleiton Rolo, músico e designer gráfico
O rock progressivo brasileiro
O rock progressivo brasileiro
Oriundo de outros movimentos como a Psicodelia, o Tropicalismo e a Jovem Guarda, o rock progressivo brasileiro bebeu também da fonte de Yes, Pink Floyd, Genesis e Emerson Lake & Palmer e outros. A maior característica do estilo, entretanto, é a semelhança com a música erudita. Alguns álbuns progressivos são verdadeiras obras sinfônicas que exalam criatividade e peculiaridade com fusões incríveis.
No Brasil, mesmo sem muito apelo comercial, o rock progressivo foi muito cultuado nos anos 1970 e em especial em estados como Minas Gerais e Rio de Janeiro. Até se propagou em outras regiões, mas com menor popularidade.
Uma das primeiras bandas a apresentar o estilo progressivo no país foi o Módulo 1000 e sua obra prima “Não Fale Com Paredes”, de 1971, seguindo também do disco homônimo dos Mutantes lançado em 1969. Há quem cite o raríssimo “Máquina Voadora”, do Ronnie Von, mas aí a discussão precisa ser um pouco mais aprofundada sobre o que é progressivo e o que é psicodelia brasileira.
Bandas como Som Imaginário, liderada por Wagner Tiso, Moto Perpétuo, de um jovem, mas não menos talentoso Guilherme Arantes, A Barca do Sol, com participação matadora de Egberto Gismonti, e a banda O Terço fazem do rock progressivo brasileiro um movimento ímpar em toda a história da música. Outra banda que merece atenção e respeito na cena é A Bolha, grupo carioca que inclusive já foi banda de apoio de Márcio Greick.
Entre os mais assíduos do estilo, o grupo Terreno Baldio, liderado pelo já falecido João Kurk, o mesmo que tocava sempre na Four, tem lugar de destaque no cenário. A banda que se formou em São Paulo chegou a ser chamada de Gentle Giant brasileira, em referência à outra grande banda progressiva britânica.
Existem álbuns raríssimos e grupos nacionais cultuados em todo mundo até hoje. Colecionadores vendem discos dessas bandas por preços inimagináveis. Talvez por fundir música sinfônica com MPB, Tropicalismo e a famigerada escola mineira de boas melodias, o progressivo brasileiro é um dos maiores tesouros da nossa música. Uma cena esquecida, mas incrivelmente criativa e diferenciada que merece pesquisa e atenção.
Esse texto eu dedico aos companheiros ‘bolhas’ Daniel Cola, Hilton Rodrigues, Airton Sanches e Germano Medolago.
Curta um som e nos vemos por ai!
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