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Fagulha Musical
por Cleiton Rolo, músico e designer gráfico
“Rock in Rio não tem rock!” Ainda bem!
“Rock in Rio não tem rock!” Ainda bem!
Em toda edição do festival costumamos ouvir sempre os mesmos chavões proferidos pela mesma patota preguiçosa que brada aos berros, sem um mínimo de pesquisa sobre o evento: “Rock in Rio não tem rock!”, “A edição de 1991 que foi boa!”, “Nunca haverá outra banda igual ao Queen!” e intermináveis e cansativas verborreias. Mas segue aqui alguns dados que poderão sucumbir um pouco dessa birrinha.
Primeiro que o Rock in Rio nunca teve a intenção de trazer atrações exclusivamente de rock. Seu criador, Roberto Medina, por sorte, sempre esteve antenado às novidades musicais e diversificadas. Desde sua primeira edição, em 1985, artistas e grupos não necessariamente de rock fizeram parte do line-up. Nomes como Gilberto Gil, Al Jarreau, Prince, Elba Ramalho, Ivan Lins, B-52’s, Moraes Moreira, Britney Spears, Pavilhão 9, Ivete Sangalo, Alejandro Sanz, Tiësto, Shakira, Rihanna, Ke$ha e muita gente de outros ritmos sempre marcaram presença no evento.
Sem entrar em questão sobre o que é bom ou o que não é, a importância real do Rock In Rio, a meu ver, é a intenção de juntar culturas e tribos em uma espécie de pacote de música para todos os gostos. Até porque, 50% do público do Rock In Rio não vai pela música e sim pelo parque, pela comida e pelo passeio. Funciona como um parque temático de música.
Se em toda edição do festival encontrássemos o mesmo Axl Rose obeso, o mesmo Queen banguela, o Metallica ressuscitando os mesmos hits das catacumbas e o Ultraje a Rigor, que dispensa maiores predicados, o festival, com certeza, não estaria entre os maiores eventos de música do mundo, chegando a um público recorde de quase 180 mil pessoas por dia.
Dá para entender tranquilicalmo que o “Rock” do Rock In Rio tem seu significado muito maior que somente aquela velha máxima que define um estilo musical. É rock porque rompe barreiras, é rock porque abre espaço para novos artistas, é rock porque é feito para quem é do rock, sem rótulos, sem preconceitos e limitações musicais e sociais.
Curta um som e nos vemos por ai!
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